Política | Polêmica

Península da Ponta d''Areia no centro do debate político em SLZ

Lideranças políticas como a ex-governadora Roseana Sarney e o governador Flávio Dino, se manifestaram sobre imbróglio entre comerciantes da Península e clientes
Ronaldo Rocha da editoria de Política02/08/2020 às 08h28
Península da Ponta d''Areia no centro do debate político em SLZPaulo Soares / O Estado

SÃO LUÍS - O episódio que provocou a interdição do Posto A, a proibição pelos órgãos de controle de exploração comercial de toda a faixa de areia na praia da Península da Ponta d'Areia e as manifestações populares contra um ato de segregação no local, tomou conta do debate político na última semana.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) comentou em seu perfil em rede social a polêmica que envolve o tema. Ela se manifestou sobre o ato de segregação - onde um empresário afirmou ter montado empreendimento para atender apenas as famílias da região -, e disse que ninguém pode ser impedido de ir à praia.

“A praia é pública, coloquem isso na cabeça. E o direito de ir e vir é livre. Qualquer pessoa pode frequentar qualquer lugar. Apenas eu peço que vocês se cuidem, porque nós estamos no meio de uma pandemia”, disse.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) afirmou ser proibida a realização de festas no local durante a pandemia do Covid-19 - em referência a um samba no local no fim de semana passada e que provocou a interdição do Posto A -, e disse que o Governo não é contra o empreendedorismo, mas está atento ao cumprimento das regras sanitárias.

“A interdição foi feita porque houve um festa, com centenas e milhares de pessoas e isso não pode. A Vigilância Sanitária foi lá e tomou a providência”, explicou.

Já o deputado estadual Roberto Costa (MDB), abordou o tema na Assembleia Legislativa. Ele criticou atos de preconceito de moradores da Península para com cidadãos de outras comunidades da capital.

“Eles esquecem que a urbanização de toda aquela área foi feita com recursos públicos, com dinheiro de toda população do Maranhão e que todos nós temos direito. Se seguir essa ideia de segregação, daqui a pouco os moradores do São Cristóvão não vão deixar moradores de outros bairros entrarem no aeroporto, ou moradores da Madre Deus vão impedir que pessoas de outros bairros sejam enterradas no cemitério do Gavião”, ponderou

Ele defendeu a ação de fiscalização da Vigilância Sanitária nos estabelecimentos comerciais do local, após a polêmica.

“A questão do controle da aglomeração está correta, o que não se pode admitir é que uma minoria venha discutir e discriminar a participação de outros moradores da cidade, de outros bairros, naquela região”, finalizou.

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