Geral | Luto no jornalismo

Morte do jornalista Alfredo Menezes causa comoção de profissionais e entidades

Alfredo Menezes tinha 72 anos, e morreu com sintomas da Covid-19; jornalistas e entidades lamentaram a perda do profissional
Eduardo Lindoso / O Estado27/04/2020 às 17h50
Morte do jornalista Alfredo Menezes causa comoção de profissionais e entidadesAlfredo Menezes trabalhou por 37 anos no jornal O Estado (Arquivo)

SÃO LUÍS – A morte do jornalista Alfredo Menezes, 72 anos, que morreu na manhã desta segunda-feira, 27, em sua casa, no bairro da Liberdade, com sintomas da Covid-19, repercutiu bastante durante todo o dia em São Luís. Rádios, entidades e personalidades se solidarizaram com a morte do profissional, que trabalhou por 37 anos como editor e colunista do jornal O Estado. Ele ficou internado até sexta-feira, 24, mas acabou falecendo na sua residência. O teste para a doença causada pelo novo coronavírus ainda não teve seu resultado divulgado.

Apaixonado pelo Vasco da Gama, clube do futebol carioca, o jornalista, que nasceu no interior do Maranhão, na cidade Itapecuru-Mirim, se notabilizou na crônica do esporte maranhense principalmente por sua dedicação ao esporte amador, inclusive, no jornal O Estado, ele assinava a coluna diária Esporte Amador.

Como seu início de carreira foi no rádio, sendo correspondente de rádios da capital, em sua cidade natal, a Rádio Timbira AM foi a primeira a se manifestar.

"A Rádio Timbira AM manifesta profundo pesar pelo falecimento do jornalista e radialista Alfredo Menezes. Por mais de três décadas foi referência no esporte amador escrevendo no jornal O Estado do Maranhão. Ao longo de sua carreira, Alfredo Menezes se destacou pelo talento e incentivo aos colegas de profissão.Neste momento doloroso, a direção da Rádio Timbira AM, bem como todo o conjunto de servidores da emissora, manifestam solidariedade à família, amigos e admiradores. Que Deus o receba em sua glória eterna.

Em sua nota, a Timbira lembra que o jornalista iniciou no rádio em Itapecuru, em 1968, sendo correspondente da Difusora AM. Trabalhou nas Rádios Gurupi, Ribamar, Educadora e Mirante AM.

Médico, ex-atleta campeão em diversas modalidades esportivas, premiado com o Oscar do esporte maranhense, o Troféu Mirante, o ex-Secretário de Estado Esportes e Lazer Phil Camarão também lamentou a perda. “Alfredo foi o maior amigo do desporto maranhense, jornalista esportivo competentíssimo, profissional sério, generoso e amigo! Meu amigo/ irmão. Não é à toa que na hora que recebi o Oscar do Esporte Maranhense, o Troféu Mirante, após eu ter agradecido a todos, como de praxe, lhe fiz uma homenagem naquela hora o chamando de o melhor e o maior amigo que o esporte maranhense tinha e todos os presentes no teatro Artur Azevedo, lotado, ficaram de pé e o aplaudiram longamente”, finalizou Camarão.

Filho de Phil, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, falou em uma rede social que perdeu um amigo da família. “Amigo de minha família, contou histórias de gerações do esporte amador maranhense, inclusive a do meu pai, a minha e de minhas irmãs, e tantos outros atletas do nosso estado. Deus te receba, amigo”, escreveu o secretário.

Mais homenagens

A administração regional do Serviço Social do Comércio do Maranhão (Sesc-MA) mostrou suas condolências. “O Sesc se solidariza com a família do jornalista, Alfredo Menezes, falecido nesta segunda-feira. Apaixonado por esporte, por mais de três décadas atuou como repórter e editor de esportes do jornal O Estado do Maranhão. Deixa sua marca na história do jornalismo esportivo maranhense. Diante desta perda irreparável, rogamos a Deus conforto à família e amigos”, diz a nota.

O Sindicato dos Jornalistas do Profissionais de São Luís também divulgou nota. “É com muita tristeza que registramos o falecimento do nosso diretor, jornalista Alfredo João de Menezes Filho (ALFREDO MENEZES), na manhã desta segunda-feira, dia 27/04. Foi um profissional com efetiva atuação na imprensa maranhense, tendo trabalhado em várias emissoras de rádio, notabilizando-se como ferrenho defensor do esporte amador, e por 37 anos dedicou-se a este trabalho no jornal O Estado do Maranhão, de onde saiu por aposentadoria. Sindicalista comprometido, sempre presente nas reuniões e decisões em prol da categoria”, publicou a entidade.

História em o Estado

Na década de 1980, Alfredo Menezes entrou na equipe do jornal O Estado, após convite do amigo Edivan Fonsêca. Menezes iniciou seu trabalho captando notícias nacionais, através das rádios de outros estado. A equipe contava, também, com J. Alves e o colaborador Garrincha. Em seguida, entraria para a equipe Flávia Lopes e Márcio Henrique Sales. Essa equipe ficou por mais de dois anos no comando da editoria de esportes. Depois outros profissionais do jornalismo esportivo passaram pelo periódico, e Alfredo Menezes seguiu sendo o “Decano” do grupo. Ele permaneceu no jornal até a criação do caderno esportivo, em formato tabloide, E+, e ainda acompanhou a transição para as plataformas digitais. Em 2017, ele se aposentou e deixou o Grupo Mirante.

"Meu amigo, meu mestre no jornalismo (ele detestava que eu o dissesse isso, mas é a verdade, ele sempre soube. Acho que o estacionamento inteiro do supermercado ouviu o meu grito de espanto ao saber da tua partida. Fiquei em choque, não queria nem podia acreditar, mas a verdade é dura.Escrevo estas palavras com os olhos marejados; na verdade, nem sei direito o que escrever, só sei que quero escrever", publico Flávia Lopes, em uma rede social.

O diretor de redação de O Estado, Clóvis Cabalau, declarou que perdeu uma das figuras mais gentis e doces que já passaram pela Redação do O Estado. "Ele era apaixonado pelo esporte, jornal e o time Vasco da Gama. Lembro-me da sua euforia, em plena Redação, a cada gol que seu time do coração fazia. Amava o que fazia. Amava O Estado, ao ponto de vir para o jornal mesmo fora de seu horário de trabalho, só para respirar os ares da Redação. Vai deixar muita saudade em todos nós. Deixa ainda seu nome marcado na história de O Estado e do esporte do Maranhão", disse.

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