Desligamento

Joaquim Levy renuncia à presidência do BNDES

O pedido foi feito neste domingo (16) em carta enviada ao ministro Paulo Guedes; no sábado (15), Bolsonaro disse que Levy estava "com a cabeça a prêmio há algum tempo

Atualizada em 11/10/2022 às 12h24
Joaquim Levy pediu demissão do cargo neste domingo (16)
Joaquim Levy pediu demissão do cargo neste domingo (16) (Joaquim Levy)

BRASILIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, pediu neste domingo (16) demissão do cargo. Em mensagem enviada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, Levy solicitou desligamento da presidência do banco e disse esperar que o ministro aceite.

“Solicitei ao ministro da Economia, Paulo Guedes, meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda. Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas”, disse.

Levy agradeceu ainda aos funcionários do BNDES, “que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade”.

Motivação

No sábado (15), Bolsonaro disse que Levy estava “com a cabeça a prêmio há algum tempo. Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada, pouco antes de embarcar para um evento no Rio Grande do Sul.

O motivo do descontentamento, afirmou Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES, responsável pelos investimentos do BNDESPar, braço de participações acionárias do banco de fomento, que administra carteira superior a R$ 100 bilhões.

O presidente pediu que Levy demitisse o diretor. Para Bolsonaro, o nome não era de confiança, e “gente suspeita” não poderia ocupar cargo em seu governo. Ainda na noite desse sábado, Barbosa Pinto entregou sua carta de renúncia ao cargo. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

SAIBA MAIS

Caixa-preta

Desde a campanha eleitoral, no ano passado, o presidente Bolsonaro tem prometido que iria “abrir a caixa-preta do BNDES”, para revelar ao público o destino de empréstimos realizados pelo banco ao longo dos últimos anos.

Em abril, Bolsonaro dissera que Levy, que já foi ministro da Fazenda no governo da petista Dilma Rousseff, estava atrasado para dar uma resposta sobre o assunto.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais Twitter, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.