Cidades | Descaso

Serviços de pronto atendimento do Hospital Aldenora Bello serão suspensos por falta de verba

Fundação Antônio Dino assinou convênio com o Governo do Estado, e 2018, para o mantimento dos serviços mais demandados no hospital; contudo, verba mensal ainda não é repassada
06/04/2019 às 12h22
Serviços de pronto atendimento do Hospital Aldenora Bello serão suspensos por falta de verbaReprodução/Internet

SÃO LUÍS - Foi decretada a suspensão de Serviços de Pronto Atendimento (SPA), Atendimento Domiciliar e Tratamento da Dor e Cuidados Paliativos no Hospital do Câncer Aldenora Bello, a partir desta segunda-feira (8). O comunicado diz que a Fundação firmou convênio no valor de R$ 3,1 milhões, com o Governo do Estado, em 2018. Além disso, seriam feitos estudos para, através do Fundo Estadual de Combate ao Câncer, a quantia de R$ 600 mil mensais serem destinados ao mantimento dos serviços no Hospital. Contudo, do convênio assinado, R$ 2,8 milhões foram repassados e o apoio mensal nunca foi solucionado. Neste entretempo, a Fundação Antônio Dino já acumula um déficit superior a R$ 5,7 milhões.

Tais serviços não possuem cobertura total do Sistema Único de Saúde (SUS). O valor destinado pelo SUS é irrisório, e paga apenas de 10% do valor total dos custos para o mantimento dos serviços. O valor repassado pelo Governo do Estado em 2008 era estimado em R$ 237 mil reais mensais, correspondente a diferença dos recursos repassados pelo SUS.

Segundo a direção do Hospital, o Convênio foi encerrado, e a Fundação Antônio Dino tem feito investimentos em construções, ampliações e adaptações, além de manter o pleno funcionamento dos serviços supracitados. Diante da difícil situação de manter todos os serviços, o hospital vê-se na contingência de suspendê-los. Com a medida, o Hospital do Câncer Aldenora Bello deve ser reclassificado, deixando o status de CACON (Centro de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia), até então o único no Maranhão.

Além da suspensão dos serviços, nove leitos destinados a internação oncopediátrica serão desativados, com objetivo de atender uma exigência do Ministério da Saúde, que obriga a construção de uma UTI Pediátrica com cinco leitos. A construção do espaço foi garantida através de recursos do Instituto Ronald Mc Donald e os equipamentos foram adquiridos em licitação pública com recursos de emenda parlamentar estadual. O espaço deve ter sua construção finalizada, mas seguirá inoperante pois os custos trariam um déficit adicional de R$ 346.907,00 mensal para a Fundação.

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