Cidades | Laborarte

Carnaval de Segunda festeja 30 anos de tradição e cultura

Edição 2019 da folia promovida pelo Laborarte contou com mais de 15 atrações que fizeram a alegria de todas as idades; pais e filhos se divertiram no Baile da Chupeta
MONALISA BENAVENUTO / O ESTADO05/03/2019

SÃO LUÍS - Em seu 30º ano, o Carnaval de Segunda, promovido pelo grupo Laborarte na Rua Jansen Muller, no Centro de São Luís, recebeu na tarde e noite de ontem (4) mais de 15 atrações entre grupos musicais e blocos que alegraram públicos de todas as idades, reforçando a tradição da festa realizada sempre na segunda-feira de Carnaval. Como manda o ritual, a abertura da folia ficou por conta do Baile da Chupeta, dedicado aos pequenos. A festa continuou ao longo da noite e, de acordo com a produção, cerca mais de sete mil pessoas devem ter participado neste ano.
O Carnaval de Segunda, que nasceu no Centro da cidade, é uma festa momesca passada de geração por geração, com o objetivo de enaltecer a cultura e os artistas locais, como contou uma das organizadoras da festa e colaboradora do Laborarte, Imira Brito, filha da cantora Rosa Reis e do ator, diretor e dançarino popular, Nelson Brito, que durante muitos anos dedicou-se às manifestações maranhenses.
“A gente busca manter firme esses costumes, como uma forma de perpetuar nossa cultura, nossas tradições. Fortalecer esse carnaval de rua, esse carnaval que é a cara do Maranhão. Em torno de 16 atrações participaram da festa esse ano, são grupos que sempre nos acompanham e muitos grupos novos, desta forma sentimos que estamos no caminho certo. Nós já contamos com dois palcos porque, em um determinado momento, tínhamos muitos grupos que chegavam durante a apresentação de outro e entendemos que precisávamos expandir e o público nos acompanhou”, contou Imira Brito.
Assim como as atrações, o público que prestigia o Carnaval de Segunda é diverso. A grande maioria já participa das brincadeiras momescas há muitos anos, como a assistente social Adriana Pinheiro, que, apesar de não gostar de Carnaval, há seis anos não perde uma edição do evento e dedica o dia para garantir a diversão dos filhos.
“Eu morava no Centro e já conhecia o Carnaval de Segunda, mas nunca fui muito fã de Carnaval. Quando tive meu primeiro filho, passei a trazê-lo para conhecer um pouco mais sobre a cultura maranhense. Hoje eu moro no Maiobão e mesmo sendo distante, venho. É uma tradição que eu não quebro, porque é um lugar onde a gente se diverte, brinca, dança e curte com a família. Aqui eu me sinto à vontade e segura para deixá-los aproveitar a festa”, contou.
Já a professora Kelly Souza, que pela primeira vez participou do evento, conheceu o Carnaval de Segunda por meio dos amigos, aproveitou para conferir, acompanhada pelo marido, o filho e o sobrinho e não se arrependeu. “Assim como a mãe, meu filho gosta muito de Carnaval. Nós sempre passamos aqui em São Luís, mas não conhecíamos a festa do Laborarte. Hoje conhecemos e adoramos. É sempre bom integrar as crianças à cultura e nada melhor que priorizar o que é da terra”, afirmou.
Além do Baile da Chupeta, o Carnaval de Segunda contou com atrações coo Tambor de Crioula de Mestre Felipe, Bloco Afro Akomabu, Bloco Tradicional Os Feras, grupo A Serpentina, Banda da Verdura, entre outros. Para fechar a festa com chave de ouro, o encerramento ficou por conta da cantora Rosa Reis.

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