Polícia | Abordagem

Assaltantes do BB de Bacabal morrem em tiroteio com a PM

Treze homens tentavam deixar o estado escondidos no baú de um caminhão, mas foram interceptados em Santa Luzia do Paruá; três morreram e 10 foram presos
Daniel Júnior 05/12/2018
Assaltantes do BB de Bacabal quando eram apresentados na delegacia de Zé Docar

Santa Luzia do Paruá – Três homens suspeitos de envolvimento no assalto ao Banco do Brasil (BB), no dia 25 de novembro, em Bacabal, foram mortos em um confronto com a Polícia Militar (PM), na noite de segunda-feira, 3, na cidade de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís. Outros dez acabaram presos, e alguns ficaram feridos durante o cerco policial.

Armas de grosso calibre apreendidas com os bandidos

De acordo com a polícia, os suspeitos estavam sendo transportados dentro de um caminhão-baú com parte do dinheiro roubado e seguiam para Santa Luzia do Paruá, quando foram abordados.

Parte do dinheiro roubado do BB de Bacabal que estava com os assaltantes

Ainda conforme a polícia, o motorista do caminhão tentou avançar sobre uma viatura da Polícia Militar, que fazia uma barreira na estrada. Ouve reação e o caminhão foi parado, mas ao tomarem conhecimento de que os bandidos estavam no baú, os militares pediram reforço.

Houve troca de tiros e no intenso tiroteio três bandidos morreram e 10 foram presos e conduzidos para a delegacia de Zé Doca.

Os suspeitos bandidos afirmaram que estavam indo resgatar outros envolvidos no assalto à agência bancária. Segundo as investigações, essa é a maior quadrilha com participação em assalto a bancos nos nove estados do Nordeste, chefiada por José Francisco Lumes, o Zé de Lessa, que comanda o grupo do Paraguai.

Armas, munição e dinheiro
Durante a operação, os policiais militares apreenderam armas e munições, além de malotes com cédulas, que podem pertencer ao Banco do Brasil de Bacabal. Ao todo, foram recolhidos 11 fuzis, duas metralhadoras ponto 50 (artilharia antiaérea), duas pistolas e coletes. A quantia de dinheiro encontrada com os bandidos não foi revelada pela polícia. Os policiais acreditam que o arsenal é alugado de outros bandidos.

Os envolvidos foram levados para a Delegacia Regional de Zé Doca, a 302 km da capital maranhense. Posteriormente, foram transferidos para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), equipes da Polícia Miliar continuam de prontidão nas cidades de Itapecuru, Vargem Grande, Coroatá, Caxias, Santa Inês, Pedreiras, Bom Jardim e outros municípios fronteiriços a Bacabal, até que todos os membros da quadrilha sejam presos.

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que o assalto ao Banco do Brasil de Bacabal é investigado com apoio da Interpol, Centro de Controle da Aeronáutica, polícias dos estados onde há atuação da quadrilha e também por forças policiais do Uruguai.

O assalto
No domingo, 25 de novembro, uma quadrilha invadiu a cidade de Bacabal, explodiu e assaltou a agência do Banco do Brasil (BB), fuzilou o quartel da Polícia Militar e uma delegacia de Polícia Civil. Durante a ação, três criminosos e um morador da cidade morreram. A polícia calcula que aproximadamente 40 pessoas participaram do roubo.

Os bandidos incendiaram veículos e fizeram dezenas de moradores reféns. Dados ainda não confirmados indicam que os assaltantes teriam roubado cerca de R$ 100 milhões. O prédio do Banco do Brasil ficou destruído. Entre os bandidos que foram mortos em confronto com a polícia no dia da ação criminosa, estava Edielson Francisco Lumes, o Dô ou Titi, irmão de Zé de Lessa, apontado como chefe do grupo.

Morreram, também Warley dos Reis Souza, o Bombado, que é paraense, e Gean Martins Rocha, de Araguaína, no Tocantins. O morador de Bacabal atingido no tiroteio foi Cleonir Borges Araújo. De acordo com a polícia, um caminhão com placas de Pernambuco foi roubado pelo bando e em seguida incendiado. O motorista continua desaparecido.

No dia seguinte, dois acusados da ação foram presos e oito moradores conduzidos à delegacia, acusados de terem aproveitado a situação para furtar cédulas abandonadas pelos assaltantes durante a fuga. Na primeira ação policial, foram presos dois policiais – um do Piauí e outro do Maranhão – e mais oito pessoas detidas. R$ 3,7 milhões foram recuperados. l

Quem é José Francisco Lumes, o Zé de Lessa?

Líder e fundador do Bonde do Maluco (BDM), maior facção criminosa da Bahia, José Francisco Lumes, conhecido como “Zé de Lessa”. Natural do estado da Bahia, “Zé de Lessa” começou na vida do crime fazendo assalto a instituições financeiras. Foi preso algumas vezes e a última vez que saiu da prisão foi para terminar de cumprir a pena no regime domiciliar. Não retornou mais.

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