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Síndrome Respiratória Grave afeta 186 pessoas no estado; 34 morreram

Do total de óbitos, síndrome foi ocasionada em seis dos casos pelo vírus A (H1N1); período chuvoso começa em menos de três meses e é a época em que as pessoas ficam mais vulneráveis
Daniel Júnior / O Estado17/10/2018
Síndrome Respiratória Grave afeta 186 pessoas no estado; 34 morreramNo período chuvoso, o perigo da síndrome é maior porque as pessoas ficam mais suscetíveis à gripe (Sindrome)

SÃO LUÍS - O Maranhão registrou 186 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano, até o dia 8 de outubro, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS). Desse total, em decorrência de complicações, 34 afetados pela síndrome morreram. De acordo com especialistas, no outono e inverno as pessoas ficam mais vulneráveis aos vírus da gripe. No estado, o período chuvoso começa em menos de três meses.

Do número de óbitos, a síndrome foi ocasionada em seis dos casos pelo vírus A (H1N1), três pelo vírus A (não subtipado), um por outro vírus respiratório, um por outro agente etiológico, 22 casos não foram especificados e outro está sob investigação.
Conforme o Ministério da Saúde (MS), a SRAG é uma complicação, um quadro de agravamento da síndrome gripal (SG), em que, além de apresentar os sintomas gripais como febre, tosse, dor de garganta, dor de cabeça ou no corpo, a pessoa passa a apresentar dispneia ou desconforto respiratório, piora nas condições clínicas de doença de base e hipotensão em relação à pressão arterial habitual.

“O aumento do número de casos de SRAG acompanha os períodos de outono e inverno. As pessoas ficam mais vulneráveis aos vírus da gripe. Por isso, temos mais casos surgindo. A melhor forma de prevenção é a tomar a vacina da gripe, anualmente. Mas existem outras formas, como a higiene respiratória, ou seja, quando o doente espirrar ou tossir no ambiente, usar lenço ou espirrar no cotovelo e, além disso, manter a casa arejada”, ressaltou o pneumologista Pedro Springer, da Santa Casa de Misericórdia Hospital do Coração José Murad.

Com os sintomas e principalmente dificuldades respiratórias, o paciente deve procurar um médico o mais rápido possível para ser iniciado o tratamento. É uma síndrome pouco abordada, e as pessoas pensam que é apenas uma gripe, sem tanta gravidade, conforme especialistas.

O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas. Tanto a SRAG quando a SG podem ser causadas por diversos vírus respiratórios. Os mais comuns são o vírus sincicial respiratório (VSR), influenza B e influenza A, com seus subtipos A Sazonal, A H1N1 e A H3.

Crianças, idosos, professores e gestantes são os públicos mais vulneráveis à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e devem tomar a vacina da gripe, que é a forma mais eficaz de combater a gripe e a sua gravidade, segundo especialistas.

FIQUE POR DENTRO

Segundo pneumologistas, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRGA) é a gripe de forma grave. Além do paciente ter os mesmos sintomas de um simples resfriado, também sente dores no corpo, febre, indisposição e, principalmente, dificuldades respiratórias. Essa doença é causada principalmente pelos vírus influenza, que afeta os pulmões e os inflamam.
O diagnóstico da doença é baseado nos sintomas e também por meio de exames de sangue e secreção respiratória. Além disso, é utilizado o oxímetro, um aparelho que mede a oxigenação no sangue, pois doenças respiratórias podem baixar a oxigenação.
O tratamento da síndrome é realizado com Tamiflu. Esse medicamento reduz a proliferação dos vírus da gripe, influenza A e B, pela inibição da liberação de vírus de células já infectadas, inibição da entrada do vírus em células ainda não infectadas e inibição da propagação do vírus no organismo. Há redução da duração dos sinais e sintomas da gripe, da gravidade da doença e da incidência de complicações associadas à gripe. O tratamento deve ser iniciado dentro do primeiro ou segundo dia do aparecimento dos sintomas de gripe.

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