Cidades | Fim em grande estilo

Festejo junino é encerrado com tradicional Encontro de Bois de São Marçal

Evento, que já ocorre no bairro do João Paulo há 91 anos, teve mudanças nos organizadores e, aparentemente, recebeu menor público até o fim da manhã de hoje
Thiago Bastos / O Estado30/06/2018 às 10h32

O festejo junino na capital maranhense é encerrado, de forma oficial, com o tradicional Encontro de Bois de São Marçal, que ocorre na avenida de mesmo nome no bairro do João Paulo. O evento que, de acordo com os historiadores, está em sua nonagésima primeira edição aparentemente recebeu menor público até o fim da manhã de hoje (30). Até o momento, a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) não divulgou a estimativa de público para o encontro que, como de praxe, reuniu amantes do empolgante ritmo de matraca na Ilha.

Aos poucos e no início da manhã de hoje, brincantes e amantes da festa começaram a chegar e se reunir no João Paulo. Sob o ritmo das matracas, os participantes se concentraram na rotatória da avenida São Marçal – que dá acesso às avenidas Kennedy e Getúlio Vargas – e ecoaram toadas conhecidas do grande público.

Grupos, como os bois do Maracanã, de Juçatuba e de Itapera – saíram juntos e marcaram o início da festa. Teve gente que não dormiu e acompanhou as brincadeiras na madrugada deste sábado (30) nos arraiais e ainda reuniu energia para a festa de São Marçal. “Eu todos os anos faço questão de estar aqui, brincando com minha matraca”, disse a dona-de-casa e brincante há mais de trinta anos, Maria do Rosário.

As pessoas que fazem a festa também enalteceram a importância do encontro. “É uma festa muito tradicional e que, sem dúvida, merece toda essa mobilização”, disse Lázaro, integrante do Boi de Maracanã.

Um palco foi montado em frente a praça com a imagem de São Marçal. Neste ponto, as brincadeiras encerraram as apresentações, que deverão se estender até o fim deste sábado (30).

Oportunidade

Além de servir como homenagens e encontro dos boieiros, o Encontro de Bois de São Marçal também é uma oportunidade de renda. “Eu vendo meu churrasquinho todos os anos aqui na festa. Hoje está menos do que normalmente está, mas tenho fé em Deus que vai melhorar”, disse João Rodrigues, vendedor ambulante que acompanha a festa de São Marçal há mais de dez anos.

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