Questionamentos

Veja mitos e verdades sobre a saúde íntima dos homens

Dúvidas sobre vasectomia e disfunção erétil estão entre os questionamentos mais comuns no consultório, diz médico urologista Rafael Buta; homens procuram menos os médicos, mas devem ficar atentos à saúde

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h38
Consultas e exames periódicos devem ser  feitos pelos homens
Consultas e exames periódicos devem ser feitos pelos homens (saúde do homem h)

BRASÍLIA - Apesar de serem conhecidos por realizar acompanhamento médico com menos frequência que o indicado, os homens também têm dúvidas quando a questão é íntima. O urologista Rafael Buta, da Aliança Instituto de Oncologia, destacou os questionamentos mais recorrentes do público masculino no consultório. O médico ressalta a importância de manter a saúde em dia e fazer visitas periódicas ao médico. “Realizar exames e consultas de rotina é fundamental para manter a saúde estável e evitar o diagnóstico de doenças em estágio avançado”, considera.

Fimose dificulta a higienização do pênis, o que pode causar diversas infecções e doenças
Verdade. Fimose consiste em um estreitamento na abertura do prepúcio (pele que recobre a glande do pênis) que dificulta ou impede a exposição da própria glande (“cabeça do pênis”). Ou seja, se ao puxar essa pele, você não consegue expor a cabeça do pênis, é porque tem fimose.
A fimose dificulta a higienização da glande, predispondo a infecções e aumentando a chance de desenvolvimento de câncer de pênis. Além disso, pode levar a desconforto e lesões durante o ato sexual.
A cirurgia para tratar a fimose consiste em uma pequena operação cirúrgica para retirada do prepúcio. É um procedimento rápido e que pode ser realizado em caráter ambulatorial (sem necessidade de internação hospitalar).

A vasectomia é reversível
Verdade. A vasectomia consiste em uma pequena operação, feita com anestesia local, na qual é interrompida de forma definitiva o ducto deferente (via de passagem dos espermatozóides do testículo para a uretra e daí para o meio externo). Apesar de a vasectomia poder ser revertida por meio de uma operação delicada, o potencial de fertilidade do paciente após a reversão é reduzido com o passar do tempo após a operação.

Após a vasectomia, o homem perde a libido e não tem ereções
Mito. Após o procedimento, o homem continua a ejacular normalmente, pois a grande parte do esperma vem da próstata e das vesículas seminais. Mas o líquido não mais vai conter espermatozoides. A vasectomia não causa disfunção nem distúrbios da ejaculação. Ela apenas vai impedir a saída dos espermatozoides.

Ejaculação precoce não tem cura
Mito. Ejaculação é a liberação do sêmen pelo pênis. É dita precoce quando o homem sente que não tem controle sobre a ejaculação, e ela acaba ocorrendo antes do que ele gostaria (antes, no momento ou logo após a penetração), em resposta ao mínimo estímulo sexual. É a disfunção sexual que mais acomete o homem (25% a 30% da população masculina apresenta essa condição). É importante ressaltar que essa condição tem tratamento, que pode ser baseado em técnicas comportamentais, medicamentos e psicoterapia. O tratamento tem como objetivo a redução da ansiedade, para que o paciente possa controlar a ejaculação.

Nervosismo e ansiedade na hora do sexo podem causar disfunção erétil
Verdade. A disfunção erétil pode ocorrer devido a causas psicogênicas ou causas físicas (orgânicas). Causas psicogênicas (nervosismo, ansiedade e medo de falhar durante a relação) aumentam a liberação dos hormônios do estresse. Com isso, há uma descarga de adrenalina no organismo, dificultando o relaxamento do músculo peniano e atrapalhando a ereção.
Causas orgânicas são aquelas em que há algum problema em um dos componentes responsáveis pela ereção. Doenças que acometem a capacidade de o cérebro enviar comandos para a periferia do corpo (acidente vascular encefálico ou esclerose múltipla); doenças que afetam os nervos periféricos (diabetes mellitus ou cirurgia para o tratamento do câncer de próstata); condições que causam lesões aos pequenos vasos sanguíneos do pênis (hipertensão arterial, tabagismo ou elevação do colesterol) podem levar a disfunção erétil.

A disfunção erétil atinge apenas pessoas com mais de 40 anos
Mito. A disfunção erétil pode acontecer em qualquer época da vida adulta, inclusive com jovens. Porém, as chances aumentam com a idade.

Todos os homens têm andropausa após os 40 anos de idade
Mito. Os estudos apontam que apenas 20% dos homens com mais de 40 anos de idade sofrerão a queda da testosterona. Andropausa é um termo que se refere à queda do nível dos hormônios masculinos, que pode ocorrer a partir dos 40 - 45 anos de idade. Entretanto, o termo médico correto é Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (Daem). O tratamento consiste na reposição da testosterona.

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