Mudança

Governo nomeia presidente interino da Funai e troca diretor de gestão

Freitas já trabalhava na instituição, como diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, cargo do qual foi exonerado nesta terça

Estadão Conteúdo

Atualizada em 11/10/2022 às 12h39
Para o lugar do ex-presidente Antônio Fernandes Toninho Costa, foi nomeado Franklimberg Ribeiro de Freitas, que assume o comando da Fundação interinamente.
Para o lugar do ex-presidente Antônio Fernandes Toninho Costa, foi nomeado Franklimberg Ribeiro de Freitas, que assume o comando da Fundação interinamente. (Funai)

BRASÍLIA - Depois de demitir o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), na semana passada, o governo federal publica nesta terça-feira, 9, no Diário Oficial da União (DOU) novas mudanças no órgão, que é vinculado ao Ministério da Justiça, comandado pelo peemedebista Osmar Serraglio.

Para o lugar do ex-presidente Antônio Fernandes Toninho Costa, foi nomeado Franklimberg Ribeiro de Freitas, que assume o comando da Fundação interinamente. Freitas já trabalhava na instituição, como diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, cargo do qual foi exonerado nesta terça. Além disso, o governo tirou Janice Queiroz de Oliveira da chefia da Diretoria de Administração e Gestão da Funai e a substituiu por Francisco José Nunes Ferreira.

Toninho Costa, como é conhecido o agora ex-presidente da Funai, foi demitido do cargo no última sexta-feira, dia 5. Ao saber da medida pelo Diário Oficial, embora sua saída já fosse dada como certa, ele tratou de convocar a imprensa ainda pela manhã para justificar a demissão.

Durante 12 minutos, o pastor Toninho Costa criticou duramente o governo e atribuiu sua demissão após três meses de trabalho a "ingerências políticas" que sofreu no período pela bancada ruralista liderada pelo ministro Serraglio, além da "incompetência do governo, que abandonou a Funai e as causas indígenas".

O ministro da Justiça reagiu e, por meio de nota, disse que "dada a extrema importância que o governo dá à questão indígena", a Funai precisa de uma "atuação mais ágil e eficiente, o que não vinha acontecendo".

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