Polícia | Caso Gamelas

Delegado diz que índios também estavam armados

Investigação sobre conflito do povoado Bahias, em Viana, prossegue para identificar envolvidos
Ismael Araujo05/05/2017
Delegado diz que índios também estavam armadosÍndios da Etnia Gamela que se envolveram em disputa por terras (Divulgação)

VIANA - A Polícia Civil confirmou ontem que indígenas da etnia Gamelas, e moradores do povoado Bahias, zona rural de Viana, estariam armados durante o confronto do último domingo ocasionado pela disputa de terras. As vítimas foram feridas a golpes de facão, pauladas e tiros.

“Há índios e moradores dessa localidade feridos”, declarou o delegado Jorge Pacheco, da regional de Viana. Ele explicou que uma força-tarefa composta pelas polícias Militar, Civil e Federal, além de representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário, foi montada para investigar esse ato de barbárie.

Ainda segundo o delegado, ficou constatado que, além dos índios, há moradores que ficaram lesionados, inclusive a tiros. “Neste momento da investigação a polícia está tentando identificar os autores. Cada um deles será indiciado de acordo com o crime praticado que vai desde tentativa de homicídio, lesão corporal, disparo de arma de fogo em via pública e até mesmo a incitação ao crime”.

O delegado informou, também, que várias testemunhas e pessoas envolvidas já foram ouvidas na delegacia da cidade. Novos exames periciais, principalmente no local do corrido, serão realizados durante as investigações.

Ainda ontem, três indígenas continuavam internados no Hospital Geral Tarquínio Lopes Filho, na Madre Deus. Segundo a assessoria de comunicação do Governo do Estado, não correm mais risco de morte. Uma das vítimas, identificada como Aldeli Ribeiro Gamela, levou golpes de facão nas mãos e cortes profundos em um dos joelhos. Já José de Ribamar Gamela, teve a mão direita dilacerada e ainda sofreu golpes de faca nas duas pernas. A terceira vítima foi baleada no tórax e no abdômen.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte