Cidades | Dano ao patrimônio

Escola municipal raciona água após furto de bomba

Estudantes da unidade Rubem Almeida, no Coroadinho, têm de economizar o líquido, porque bandidos invadiram a unidade e, entre outros materiais, levaram o equipamento
Thiago Bastos19/10/2016
Escola municipal raciona água após furto de bombaUEB Rubem Almeida está sem água desde o furto da bomba e alunos têm de levar o produto de casa (De Jesus / O ESTADO)

Os alunos da escola municipal Rubem Almeida, situada na Rua da Mangueira, no bairro Coroadinho – em São Luís –, foram obrigados a fazer um racionamento de água após bandidos terem invadido o local para levar a bomba que auxiliava no transporte do líquido para a caixa d’água. O caso de furto do patrimônio público foi confirmado a O Estado na tarde de ontem, por funcionários da instituição de ensino.

De acordo com uma funcionária terceirizada que trabalha na unidade (e cuja identidade foi preservada), o roubo ocorreu no último fim de semana. Desde então, a direção da unidade teve que limitar o acesso à água para manter a normalidade das atividades. “Eu, por exemplo, estou tendo de trazer água de casa”, disse.

Ainda segundo ela, para minimizar os efeitos da diminuição do fornecimento do líquido, os alunos também estão sendo aconselhados a trazer água de suas casas. “Alguns trazem, outros não”, disse. Ela confirmou ainda que apenas uma cisterna é responsável, atualmente, pelo fornecimento de água aos alunos.

Outro funcionário da unidade – que também não quis ser identificado – disse que esta não foi a primeira vez que a escola teve bens furtados. “A gente recebe muita ameaça aqui, infelizmente. Como o muro da parte de trás da escola é baixo, muita gente pula e leva coisas daqui de dentro. Já levaram ventiladores e até televisões, por exemplo”, afirmou.

A diretora administrativa do Rubem Almeida esteve na tarde de ontem na unidade. Ela, sem se identificar, disse que não poderia se pronunciar sobre o assunto. O Estado não teve acesso à parte interna da escola. De acordo com a direção, a autorização para a realização de imagens dentro da unidade somente poderia ser dada pela assessoria da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Procurada por O Estado, até o fechamento desta página, a assessoria da Semed não informou sobre como será resolvida a situação da ausência da bomba na escola Ru­bem Almeida. Já a Polícia Militar do Maranhão (PM) informou que faz rondas de forma diária no Coroadinho.

SAIBA MAIS

Funcionários da escola Rubem Almeida ainda estão apreensivos sobre a possibilidade de novos ataques a unidades de ensino da cidade. “A gente vem trabalhar sem saber o que pode acontecer conosco”, disse uma funcionária da unidade, que preferiu não se identificar.

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