Cidades | Escolas vandalizadas

Centenas de estudantes estão fora da sala de aula

Secretaria Municipal de Educação afirmou que esta semana grande parte desses alunos estará de volta às atividades
04/10/2016
Centenas de estudantes estão fora da sala de aulaVárias escolas foram incendiadas por bandidos (Flora Dolores)

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) chegou a divulgar ontem que mais de 1.461 estudantes da rede de ensino municipal estariam fora da sala de aula em São Luís, depois que 14 escolas da Região Metropolitana foram incendiadas criminosamente do dia 30 de setembro até domingo, 2. Mas em seguida informou que somente cerca de 500 estariam sem estudar. A Semed afirmou ontem que ainda esta semana grande parte desses alunos estarão de volta às atividades normais. Os estabelecimentos de ensino não foram totalmente queimados. Há escolas em que poucas salas foram vandalizadas.

Segundo a secretaria, já está sen­do organizado um cronograma pa­ra a realização de reparos, em caráter emergencial e acelerado, nas escolas alvos dos ataques criminosos.

Duas escolas, a Darcy Ribeiro, no Sacavém, e a Carlos Saads, na Vila Mauro Fecury 2, serão recuperadas por meio de uma parceria com o Governo do Estado. Já as demais serão restauradas com recursos próprios da Prefeitura de São Luís.

A única escola onde os alunos serão realocados para outro espaço é a Unidade de Educação Básica Tiradentes, na Vila Maranhão. Eles devem ocupar um prédio que ain­da será providenciado pela Semed. Nos outros colégios, a previsão é de que as aulas sejam retomadas ainda esta semana, de forma normal.

Atentados
Os atentados começaram no dia 30 de setembro, quando três escolas foram incendiadas. No dia seguinte, 1º, mais seis prédios foram atacados e, no domingo, quatro. Ontem, a UEB João Lima Sobrinho, no Parque Timbiras, completou a lista.

O atentado foi por volta das 5h. Pelo menos duas salas foram atingidas. Funcionários do estabelecimento, moradores próximos e alunos não acreditavam no que viam. Apenas podiam lamen­tar a situação.

No sábado, foram registrados os mais graves ataques. No município de São José de Ribamar, a Escola Municipal Nice Lobão, no bairro da Vila Kiola, foi alvo da ação de criminosos, que incendiaram uma das salas de aula e destruíram a urna eletrônica que estava no espaço.

Neste mesmo dia, foram registrados ataques na Escola Janaína, no bairro do Pirapora; Escola Liberano Pereira, na Maioba; e na Escola São Francisco, na Maiobinha. A votação que aconteceria nesses espaços não foi prejudicada.
Na madrugada de domingo, hou­ve um princípio de incêndio na parte externa da Unidade Integrada Governador Archer, no bairro Filipinho.

Os militares que estavam fazen­do a segurança no local frustraram os ataques dos criminosos que fugiram logo em seguida. No entanto, algumas salas de aula ficaram sem energia elétrica.

Segurança

Apesar dos atentados a escolas que seriam seções eleitorais, o TRE afirmou que o primeiro turno das eleições transcorreu de forma tranquila, principalmente por conta do esquema de segurança, que contou com mais de 1200 homens das Forças Armadas.

“O que verificamos é que o conflito na penitenciária visava exatamente ter um impacto durante as eleições. A nossa estratégia, o nosso trabalho foi evitar que esse conflito, que não tinha nada de eleitoral, mas uma violência urbana, com raízes ainda não plenamente esclarecidas, tivesse o impacto que pretendia no processo eleitoral”, afirmou o desembargador Raimun­do Barros, corregedor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), durante a apuração das eleições.

Segundo Barros, a mesma mobi­lização permanecerá no 2º turno. No total, 1.290 homens do Exército e 9 mil das polícias Federal, Militar, Civil, Rodoviária e Corpo de Bombeiros trabalharam na escolta, guar­da de urnas, policiamento ostensivo e atividades de inteligência para prevenção de incidentes. l

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