17º dia de buscas

Acesso é restringido durante buscas por crianças desaparecidas no MA

Nesta terça-feira (20), as autoridades restringiram o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa às áreas próximas ao rio e à base de apoio.

Imirante.com

Atualizada em 20/01/2026 às 15h45
Crianças desaparecidas: buscas seguem em Bacabal. (Foto: Divulgação)

BACABAL - A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Estadual de Segurança chegaram ao 17º dia de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Acesso é restringido durante buscas por crianças em Bacabal

Nesta terça-feira (20), as autoridades restringiram o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa às áreas próximas ao rio e à base de apoio das equipes envolvidas na operação. A entrada da imprensa no local também foi limitada durante a manhã.

As buscas estão concentradas em um trecho onde cães farejadores identificaram indícios da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático conhecido como side scan sonar para realizar, ainda nesta terça-feira, a varredura de cerca de 1 quilômetro do rio Mearim.

Equipes intensificam buscas no Rio Mearim. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado

Com a nova fase de buscas, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada. 

Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha

As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.

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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.

A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.

Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas

Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores. (Foto: Divulgação/SSP-MA)

A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações. 

De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:

  • Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
  • Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
  • Substâncias na água: óleo ou resíduos.
  • Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.

“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.

O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

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