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Presidente do Imesc comenta o Boletim da Conjuntura Econômica Maranhense

Economia do Maranhão cresce acima da média nacional em 2025, com impacto no emprego, renda, inflação e preços dos alimentos

Maria Clara Basileu/Ipolítica, com informações da TV Mirante

O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos do Maranhão (Imesc) lançou oficialmente o Boletim da Conjuntura Econômica Maranhense do terceiro bimestre de 2025 (Reprodução/TV Mirante)

SÃO LUÍS – O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos do Maranhão (Imesc) lançou oficialmente o Boletim da Conjuntura Econômica Maranhense do terceiro bimestre de 2025, na última quarta-feira (14). É um dos trabalhos mais antigos desenvolvidos pelo instituto, tendo sua primeira publicação em 2008. Ao longo dessa trajetória, os números obtidos são indicadores de crescimento econômico no estado.

Em entrevista à TV Mirante, o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, afirmou que a análise econômica considera, inicialmente, o cenário internacional, seguido do nacional e do local. O Maranhão, por exemplo, cresceu acima da média regional e nacional: a taxa de crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2025 foi de 4,2%, enquanto o Nordeste e o Brasil cresceram 2,4% e 1,8%, respectivamente.

Como o maranhense pode sentir o crescimento

De acordo com o presidente,o boletim detalha quais atividades econômicas mais contribuíram para o desempenho da economia maranhense em 2025. O setor primário se destacou, com crescimento de 19%. Ao longo do ano, o crescimento acumulado foi de 9,1%, o que está diretamente relacionado à produção de grãos, além do crescimento significativo de outros produtos.

“Aí a gente faz esse detalhamento mostrando quais as atividades econômicas que mais contribuíram para a economia. A gente viu, por exemplo, o setor primário muito pujante. O crescimento do setor primário no trimestre foi mais de 19%. No ano, nós estamos falando de um crescimento acumulado de 9,1% do setor primário. Isso está muito relacionado à produção de grãos. A produção de grãos deverá ser de mais de 7,46 milhões de toneladas aqui no estado do Maranhão em 2025. A soja cresceu significativamente, mais de 11%. Mas nós tivemos crescimento em vários outros produtos. O milho cresceu significativamente. A mandioca, por exemplo, cresceu mais de 57%, de tal modo que o preço da farinha caiu aqui no estado do Maranhão”, afirmou.

Além disso, em 2025, o Maranhão registrou deflação em diversos meses do ano, com exceção de setembro, impactado por um reajuste anual na tarifa de energia elétrica. Ainda assim, o estado fechou o período com inflação de 3,2%, abaixo da média nacional de 4,2%, diferença atribuída principalmente ao aumento da produção de alimentos. O grupo de alimentos e bebidas foi o que apresentou a maior queda nos preços, refletindo o fortalecimento do setor primário. Esse movimento beneficiou especialmente as famílias de menor renda, já que os alimentos representam a maior parcela da cesta de consumo, ampliando o poder de compra e o acesso a outros bens e serviços.

O que representa para a renda per capita e a geração de emprego e renda

Ao comentar os impactos desses indicadores na renda per capita do estado, Dionatan explicou que as atividades econômicas cada vez mais elevam a composição orgânica do capital, ou seja, possuem mais capital do que trabalho. O setor primário está se mecanizando, o que aumenta a produtividade, mas gera menos empregos. Porém, com o crescimento elevado, torna-se necessária mais mão de obra.

O crescimento econômico registrado no Maranhão em 2025 elevou a demanda por mão de obra, impulsionado por uma política estadual voltada à atração de investimentos. Ao longo do ano, o estado recebeu novos empreendimentos, ampliou obras de infraestrutura e fortaleceu o setor primário, o que resultou na geração expressiva de empregos e no aquecimento do mercado de trabalho.

Nesse cenário, o número de pessoas ocupadas chegou a 2,7 milhões no terceiro trimestre, enquanto a massa de rendimento real mensal alcançou R$ 5,8 bilhões, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. As ocupações cresceram 3,6%, e a taxa de desocupação recuou para 6,1%, a menor do Nordeste. Os dados indicam crescimento econômico sustentado, com impacto direto na renda das famílias, permitindo ao estado atingir, em 2025, patamares de rendimento salarial que estavam projetados apenas para 2027.

Expectativas para os próximos anos

Sobre as expectativas para os próximos anos, o presidente afirmou que é esperado um crescimento acima da média nacional. O Governo do Maranhão tem adotado uma política de atração de investimentos para tornar o estado cada vez mais favorável à chegada de grandes empresas.

É uma política assertiva que já está dando resultados. Ao observar os investimentos planejados para o estado em 2026, é possível perceber que a economia maranhense tende a crescer acima da média nacional.

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