COLUNA
Rafael Cardoso
Rafael Cardoso é jornalista do Grupo Mirante. É correspondente em Brasília (DF).
Reunião em Brasília

Reunião em Brasília discute apoio do MEC para criação de curso de Engenharia de Petróleo na UFMA

Reunião no MEC tratou de apoio para estrutura física, contratação de professores e implantação do curso de Engenharia de Petróleo na UFMA.

Rafael Cardoso/Ipolítica

Reunião em Brasília discute apoio do MEC para criação do curso de Engenharia de Petróleo na UFMA, com previsão de 150 vagas por ano. (Rafael Cardoso)

BRASÍLIA – A criação do curso de Engenharia de Petróleo, Gás e Energias Renováveis na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi tema de reunião nesta terça-feira (24), em Brasília, entre o reitor Fernando Carvalho, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o governador Carlos Brandão.

O encontro aconteceu no Ministério da Educação e teve como foco a viabilização do apoio  MEC para implantação do curso, especialmente no que diz respeito à estrutura física e à ampliação do quadro de professores.

Segundo a universidade, o projeto pedagógico já está concluído e foi apresentado ao governo federal.

"O ministro de comprometeu a liberar vagas no curso e negociarmos os recursos para a implantação, na área de infraestrutura", declarou o reitor da UFMA, Fernando Carvalho, sobre a reunião que foi considerada positiva.

A proposta prevê um bacharelado com duração de cinco anos, ofertado pelo Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), com cerca de 150 vagas por ano, via Sisu.

"Nós temos a Margem Equatorial que é estudada, com duas bacias no Maranhão. A UFMA já concluiu projeto do curso e agora estamos buscando com o MEC a concessão dos professores. Precisamos preparar o jovem para o mercado de trabalho", afirmou o governador do Maranhão,  Carlos Brandão.

A criação do curso ocorre em meio às discussões sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, que inclui áreas próximas ao litoral maranhense.

Contexto de investimentos e exploração

No mês passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis anunciou a previsão de cerca de R$ 1 bilhão em investimentos para perfuração de poços na Margem Equatorial nos próximos anos.

O Maranhão pode ser impactado diretamente e receber recursos pela exploração em duas áreas: a Bacia Pará-Maranhão, no noroeste do estado, e a Bacia de Barreirinhas. A ideia dos cursos é também criar mão de obra qualificado para novos empreendimentos no setor.

Debate ambiental

A Petrobras já desenvolve atividades exploratórias na região após autorização concedida pelo Ibama em outubro do ano passado, dentro do processo de licenciamento ambiental.

A exploração na Margem Equatorial tem gerado críticas de organizações ambientais, que apontam riscos a ecossistemas sensíveis, como manguezais e áreas próximas à foz do Rio Amazonas. Ambientalistas defendem que a ampliação da fronteira petrolífera pode contrariar compromissos climáticos e aumentar a vulnerabilidade ambiental da região em caso de acidentes.


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