Reunião em Brasília discute apoio do MEC para criação de curso de Engenharia de Petróleo na UFMA
Reunião no MEC tratou de apoio para estrutura física, contratação de professores e implantação do curso de Engenharia de Petróleo na UFMA.
BRASÍLIA – A criação do curso de Engenharia de Petróleo, Gás e Energias Renováveis na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi tema de reunião nesta terça-feira (24), em Brasília, entre o reitor Fernando Carvalho, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o governador Carlos Brandão.
O encontro aconteceu no Ministério da Educação e teve como foco a viabilização do apoio MEC para implantação do curso, especialmente no que diz respeito à estrutura física e à ampliação do quadro de professores.
Segundo a universidade, o projeto pedagógico já está concluído e foi apresentado ao governo federal.
"O ministro de comprometeu a liberar vagas no curso e negociarmos os recursos para a implantação, na área de infraestrutura", declarou o reitor da UFMA, Fernando Carvalho, sobre a reunião que foi considerada positiva.
A proposta prevê um bacharelado com duração de cinco anos, ofertado pelo Centro de Ciências Exatas e Tecnologia (CCET), com cerca de 150 vagas por ano, via Sisu.
"Nós temos a Margem Equatorial que é estudada, com duas bacias no Maranhão. A UFMA já concluiu projeto do curso e agora estamos buscando com o MEC a concessão dos professores. Precisamos preparar o jovem para o mercado de trabalho", afirmou o governador do Maranhão, Carlos Brandão.
A criação do curso ocorre em meio às discussões sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, que inclui áreas próximas ao litoral maranhense.
Contexto de investimentos e exploração
No mês passado, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis anunciou a previsão de cerca de R$ 1 bilhão em investimentos para perfuração de poços na Margem Equatorial nos próximos anos.
O Maranhão pode ser impactado diretamente e receber recursos pela exploração em duas áreas: a Bacia Pará-Maranhão, no noroeste do estado, e a Bacia de Barreirinhas. A ideia dos cursos é também criar mão de obra qualificado para novos empreendimentos no setor.
Debate ambiental
A Petrobras já desenvolve atividades exploratórias na região após autorização concedida pelo Ibama em outubro do ano passado, dentro do processo de licenciamento ambiental.
A exploração na Margem Equatorial tem gerado críticas de organizações ambientais, que apontam riscos a ecossistemas sensíveis, como manguezais e áreas próximas à foz do Rio Amazonas. Ambientalistas defendem que a ampliação da fronteira petrolífera pode contrariar compromissos climáticos e aumentar a vulnerabilidade ambiental da região em caso de acidentes.
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