GOIÂNIA – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) chamou a proposta de acabar com a escala 6x1 de “populismo” e fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), durante entrevista concedida nesta sexta-feira (24).
Na entrevista, Zema afirmou que discutir mudanças na jornada de trabalho em ano eleitoral é inadequado e criticou o momento em que o tema avança no Congresso.
Críticas à escala 6x1
O pré-candidato avaliou que o fim da escala 6x1 não deveria ser debatido no atual contexto político.
“Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro”
Atualmente, há quatro propostas sobre o tema em tramitação no Congresso Nacional, incluindo um projeto enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Zema defende um modelo mais flexível de jornada de trabalho, semelhante ao adotado em outros países, com diferentes cargas horárias.
Segundo ele, trabalhadores e empresas poderiam escolher contratos com jornadas variadas.
“O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas”
Ataques ao STF
Durante a entrevista, Zema também fez críticas a ministros do STF e associou a Corte a episódios envolvendo o Banco Master.
Ele citou nominalmente os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, a quem chamou de “frutas podres”.
“Duas já não têm mais nada, que são Toffoli e Moraes”
O ex-governador também criticou decisões judiciais e mencionou o caso do médico Roger Abdelmassih, ao comentar a atuação de Gilmar Mendes.
Propostas para o Judiciário
Ao ser questionado sobre possíveis mudanças no STF, caso seja eleito presidente, Zema afirmou que defenderia a fixação de idade mínima de 60 anos para indicação de ministros.
Atualmente, a idade máxima para permanência no cargo é de 75 anos.
Ele também disse que proporia o fim das decisões individuais de ministros, conhecidas como decisões monocráticas.
Repercussão
As declarações foram feitas em meio ao debate sobre a escala 6x1 e à tramitação de propostas no Congresso.
O STF foi procurado, mas não respondeu às declarações até a última atualização.
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