BRASIL - O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu ao interrogatório marcado para esta terça-feira (14) no Supremo Tribunal Federal, no âmbito da ação penal em que é réu por coação no curso do processo. Com a ausência, o caso pode avançar para as etapas finais antes do julgamento.
Segundo a Corte, Eduardo não apresentou justificativa para a falta e não constituiu defesa particular, sendo representado pela Defensoria Pública da União (DPU).
Acusação envolve tentativa de interferência no Judiciário
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o ex-deputado atuou para constranger o Judiciário e interferir nas investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
A denúncia aponta que Eduardo Bolsonaro teria buscado apoio junto ao governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para impor sanções ao Brasil e a autoridades do Judiciário como forma de retaliação ao processo.
O caso está ligado à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do investigado, pelo STF.
Processo pode entrar na fase final
Durante a audiência, conduzida por juiz auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o interrogatório foi considerado prejudicado devido à ausência do réu.
O magistrado determinou prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se desejam solicitar novas diligências.
Caso não haja novos pedidos, o processo seguirá para a fase de alegações finais, última etapa antes do julgamento. Nessa fase:
- A PGR apresenta suas considerações finais
- Em seguida, a defesa se manifesta
- O caso fica pronto para decisão do STF
Estratégia teria incluído ameaças a ministros
Ainda segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro e o aliado Paulo Figueiredo teriam adotado uma estratégia de pressão sobre ministros do STF.
A acusação sustenta que ambos:
- Buscaram articulação internacional contra autoridades brasileiras
- Tentaram influenciar decisões judiciais
- Usaram conexões políticas nos Estados Unidos
O objetivo, segundo os investigadores, seria intimidar integrantes da Corte e interferir no andamento das ações judiciais.
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