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PF abre processo contra Eduardo Bolsonaro por faltas não justificadas

Ex-deputado perdeu o mandato em dezembro, não retornou ao cargo de escrivão e pode ser demitido por abandono de função.

Ipolítica, com informações do g1

Eduardo Bolsonaro postou foto com o irmão Flávio no Bahrein nesta sexta-feira (30) (Reprodução)

BRASIL - A Polícia Federal abriu um processo administrativo disciplinar sumário contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas injustificadas ao serviço, o que pode caracterizar abandono de cargo e resultar em demissão da corporação.

O procedimento foi instaurado pela Corregedoria da PF no Rio de Janeiro na última terça-feira (27) e será analisado por uma comissão disciplinar. Eduardo é servidor de carreira da PF, no cargo de escrivão, do qual estava afastado desde que assumiu mandato parlamentar.

Ausência após perda do mandato

De acordo com a portaria da Corregedoria, o processo apura a responsabilidade de Eduardo por ter se ausentado de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos, após a perda do mandato de deputado federal em 18 de dezembro de 2025.

Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno imediato do ex-parlamentar às suas funções na corporação. No entanto, a reapresentação não ocorreu, o que motivou a abertura do procedimento.

Por se tratar de um processo sumário, a apuração deve ser concluída em prazo menor do que outros procedimentos administrativos em curso contra o ex-deputado.

Eduardo mora fora do país

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. À época, deixou o Brasil alegando estar sendo alvo de perseguição judicial.

Atualmente, ele é réu por coação no curso do processo, em razão de sua atuação no exterior contra autoridades brasileiras.

Nesta sexta-feira (30), Eduardo publicou uma foto ao lado do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante uma visita ao Bahrein, no Oriente Médio.

Cenário político

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, já se colocou como pré-candidato à Presidência da República em 2026, com apoio do pai. Caso a candidatura se confirme, o senador deve disputar o pleito com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tende a concorrer à reeleição.

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