BRASÍLIA – O governo federal deve anunciar novas medidas para caminhoneiros autônomos, incluindo a flexibilização do horário de descanso no retorno para casa após o fim do frete.
A proposta faz parte de um pacote de ações voltadas aos caminhoneiros e foi apresentada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.
Flexibilização do descanso
Segundo o ministro, a ideia é permitir, em caráter excepcional, que o motorista não seja obrigado a parar quando estiver voltando para casa após concluir o serviço.
“Queremos que isso seja decidido ainda esta semana, aproveitando o calor do momento.”
O formato da medida ainda será definido e pode ocorrer por medida provisória ou por entendimento com o Judiciário e a Advocacia-Geral da União.
Renan Filho lembrou que parte da lei que determina parada obrigatória a cada 11 horas foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal.
Retorno para casa
O ministro afirmou que a regra atual pode obrigar o caminhoneiro a interromper a viagem mesmo estando perto de casa.
Ele disse que o objetivo é encontrar um equilíbrio entre segurança e necessidade prática do motorista.
Segundo ele, o descanso continua sendo importante, mas a regra não pode gerar custos desnecessários.
O novo modelo deve prever parâmetros para evitar abusos e permitir maior planejamento das viagens.
Frete mínimo
Outra medida anunciada pelo governo é o reforço da tabela de frete mínimo.
O pagamento mínimo será garantido por meio da exigência do Código Identificador da Operação de Transporte antes do início do serviço.
O sistema permite verificar se o valor pago está dentro do piso estabelecido.
Renan Filho afirmou que empresas que pagam abaixo do mínimo prejudicam os motoristas.
“Não haverá falha porque a fiscalização é eletrônica e usa inteligência artificial para barrar pagamentos abaixo do valor mínimo.”
Combustíveis e ICMS
O ministro também comentou a proposta de reduzir o ICMS sobre combustíveis.
Segundo ele, o governo está dialogando com os estados para tentar diminuir o impacto do aumento internacional do preço do petróleo.
Ele afirmou que a alta dos combustíveis está ligada ao cenário externo e à guerra no Oriente Médio.
“O governo está pedindo a colaboração dos estados porque vivemos em uma Federação e o aumento do combustível ocorreu no mundo inteiro.”
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