CPMI do INSS

Aliados de Lulinha reforçam defesa do governo após quebra de sigilos na investigação do INSS

Base diz que Lula “deixa a PF investigar”, enquanto defesa nega repasses do Careca do INSS ao filho do presidente.

Ipolítica, com informações do g1

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. (Paulo Giandalia/Estadão Conteúdo)

BRASIL - Aliados de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, intensificaram a defesa política do governo após a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático no âmbito das investigações sobre fraudes no INSS. A estratégia tem sido destacar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não interfere nas apurações.

“Importante destacar que o presidente Lula deixa a Polícia Federal investigar”, afirmou ao g1 um interlocutor próximo ao filho do presidente.

A quebra de sigilo foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também aprovada pela CPMI do INSS, em sessão marcada por tensão entre governistas e oposição.

Suspeitas envolvem lobista e empresária

As suspeitas estão relacionadas ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador de um esquema de desvio de aposentadorias e pensões.

Segundo a investigação da Polícia Federal, foram identificados cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos por uma empresa ligada ao lobista a uma empresa da empresária Roberta Luchsinger, totalizando R$ 1,5 milhão. A hipótese investigada é que os valores possam ter origem em recursos desviados.

Mensagens de WhatsApp citadas no inquérito mencionam repasses “para o filho do rapaz”, sem identificação nominal. Um ex-funcionário do lobista afirmou em depoimento que ele dizia pagar uma mesada de R$ 300 mil a Lulinha, supostamente para auxiliar interesses empresariais na área de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde e à Anvisa.

Defesa nega repasses e lobby

O advogado de Lulinha, Guilherme Suguimori Santos, declarou que não há provas concretas contra seu cliente e que solicitou acesso integral ao inquérito, que tramita sob sigilo no STF.

Já o advogado da empresária, Bruno Salles, confirmou que ela recebeu pagamentos do Careca, mas afirmou que os valores foram por serviços de relações institucionais e não foram repassados ao filho do presidente. Segundo ele, mensagens divulgadas estão fora de contexto.

Interlocutores também afirmam que Lulinha nunca negou amizade com Roberta, que é próxima da família, mas sustentam que não houve recebimento de recursos ilícitos.

Disputa política

A defesa política do governo ganhou força após a decisão do STF e da CPMI ampliar a pressão sobre o Planalto. Parlamentares da base têm comparado a postura de Lula à de governos anteriores, argumentando que o atual presidente não interfere na atuação da Polícia Federal.

A investigação segue em curso e, até o momento, não há denúncia formal apresentada contra Lulinha.

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