BRASÍLIA – A CPMI do INSS teve novos desdobramentos após a aprovação da convocação e da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão elevou a tensão entre governo e oposição e ampliou o clima de disputa em torno das eleições 2026.
A base governista classificou a votação como uma derrota relevante no colegiado. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que houve irregularidade na condução dos trabalhos e criticou a mesa diretora da comissão.
Segundo ele, a comissão teria alterado o tom inicial das investigações. “Acabou a CPI, começou a eleição”, declarou o senador, ao avaliar que o colegiado passou a ter caráter mais político.
Decisões do STF impactam a CPMI do INSS
O andamento da CPMI do INSS também foi influenciado por decisões no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça passou a relatar processos ligados a fraudes no INSS e ao Banco Master e autorizou o compartilhamento de dados que reforçaram os trabalhos da comissão.
Antes disso, o próprio ministro já havia autorizado, no âmbito judicial, a quebra de sigilo bancário de Lulinha, com base em indícios apresentados pela Polícia Federal.
Segundo a investigação, há suspeita de repasses financeiros que teriam sido realizados por meio de intermediários. A Polícia Federal apontou indícios considerados suficientes para justificar a medida, conforme decisão judicial.
Governo busca reação no Senado
Após a votação na CPMI do INSS, integrantes do governo passaram a discutir medidas para contestar a decisão no âmbito do Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como possível instância para análise de eventual questionamento formal.
Nos bastidores, parlamentares avaliam que o cenário político se tornou mais sensível, especialmente diante da aproximação do calendário eleitoral.
Clima de antecipação eleitoral
A movimentação em torno da CPMI do INSS reforçou a percepção de que o ambiente político já começa a se reorganizar para a eleição 2026. Parlamentares de oposição defendem aprofundamento das investigações, enquanto governistas argumentam que a comissão deve manter foco técnico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou publicamente que eventuais irregularidades devem ser apuradas.
Com a fusão de debates envolvendo o INSS e o Banco Master, a comissão passa a ocupar posição central na agenda política do Congresso, ampliando o embate entre governo e oposição e projetando seus efeitos sobre o cenário eleitoral dos próximos anos.
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