CPMI do INSS

Quebra de sigilo na CPMI do INSS aumenta tensão política em Brasília

Decisão da comissão provoca reação do governo e amplia embate entre base e oposição no Congresso.

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 27/02/2026 às 09h40
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo e aumenta tensão política em Brasília às vésperas da eleição 2026. (Reprodução)

BRASÍLIA – A CPMI do INSS teve novos desdobramentos após a aprovação da convocação e da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A decisão elevou a tensão entre governo e oposição e ampliou o clima de disputa em torno das eleições 2026.

A base governista classificou a votação como uma derrota relevante no colegiado. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que houve irregularidade na condução dos trabalhos e criticou a mesa diretora da comissão.

Segundo ele, a comissão teria alterado o tom inicial das investigações. “Acabou a CPI, começou a eleição”, declarou o senador, ao avaliar que o colegiado passou a ter caráter mais político.

Decisões do STF impactam a CPMI do INSS

O andamento da CPMI do INSS também foi influenciado por decisões no Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça passou a relatar processos ligados a fraudes no INSS e ao Banco Master e autorizou o compartilhamento de dados que reforçaram os trabalhos da comissão.

Antes disso, o próprio ministro já havia autorizado, no âmbito judicial, a quebra de sigilo bancário de Lulinha, com base em indícios apresentados pela Polícia Federal.

Segundo a investigação, há suspeita de repasses financeiros que teriam sido realizados por meio de intermediários. A Polícia Federal apontou indícios considerados suficientes para justificar a medida, conforme decisão judicial.

Governo busca reação no Senado

Após a votação na CPMI do INSS, integrantes do governo passaram a discutir medidas para contestar a decisão no âmbito do Congresso. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é apontado como possível instância para análise de eventual questionamento formal.

Nos bastidores, parlamentares avaliam que o cenário político se tornou mais sensível, especialmente diante da aproximação do calendário eleitoral.

Clima de antecipação eleitoral

A movimentação em torno da CPMI do INSS reforçou a percepção de que o ambiente político já começa a se reorganizar para a eleição 2026. Parlamentares de oposição defendem aprofundamento das investigações, enquanto governistas argumentam que a comissão deve manter foco técnico.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou publicamente que eventuais irregularidades devem ser apuradas.

Com a fusão de debates envolvendo o INSS e o Banco Master, a comissão passa a ocupar posição central na agenda política do Congresso, ampliando o embate entre governo e oposição e projetando seus efeitos sobre o cenário eleitoral dos próximos anos.

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