BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (23), que não é justo a população mais pobre ser “sacrificada” enquanto um “cidadão do Banco Master” teria provocado um rombo superior a R$ 40 bilhões no sistema financeiro. A declaração marca uma retomada do discurso do presidente sobre o caso Banco Master, escândalo financeiro que ganhou repercussão nacional após a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e a liquidação da instituição.
Sem citar nomes diretamente, Lula disse que o prejuízo causado no caso Banco Master acabará sendo absorvido por outros bancos, incluindo instituições públicas.
“Não é possível que a gente continue vendo o povo ser sacrificado enquanto tem um cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Quem vai pagar são os bancos, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Itaú”, afirmou.
A fala ocorreu durante evento de entrega de 1.337 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Maceió (AL).
Lula critica defensores do Banco Master
Ainda ao comentar o caso Banco Master, Lula afirmou que há pessoas que tentam justificar práticas ilegais e criticou o que chamou de falta de responsabilidade de quem defende o escândalo financeiro.
“Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste País e tem gente que defende. Está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara”, declarou o presidente.
O escândalo se intensificou após a prisão de Daniel Vorcaro, em novembro, e a liquidação do banco no dia seguinte, ampliando o impacto político e econômico do caso.
Minha Casa, Minha Vida e discurso social
Durante o evento, Lula também falou sobre o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e reconheceu que as unidades ainda precisam de melhorias, mas ressaltou que representam um avanço social importante.
“Vocês estão recebendo uma casa de 48 ou 49 metros quadrados. Eu já morei em uma de 33 metros quadrados com sete pessoas. Nós temos que melhorar, mas é um começo”, disse.
O presidente voltou a defender políticas de distribuição de renda, como o Bolsa Família, o Gás para Todos e outros programas sociais.
Eleições 2026 e defesa da democracia
Em tom eleitoral, Lula afirmou que 2026 será o “ano da verdade” e disse que pretende percorrer o País ao longo do ano. Segundo ele, a disputa política deve ocorrer no campo das ideias e das realizações, sem confronto físico.
“Não queremos confrontação física. Queremos confrontação de realização”, afirmou.
Lula também defendeu o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas, rebatendo críticas recorrentes feitas por adversários políticos.
“Se a urna eletrônica permitisse roubar, eu não teria sido eleito três vezes presidente deste País”, disse.
Autoridades presentes
Participaram do evento em Maceió:
- Paulo Dantas (MDB), governador de Alagoas
- JHC, prefeito de Maceió
- Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral
- Alexandre Padilha, ministro da Saúde
- Rui Costa, ministro da Casa Civil
- Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais
- Renan Filho, ministro dos Transportes
- Jader Filho, ministro das Cidades
Mais cedo, Lula também participou da entrega de ambulâncias do Samu e Unidades Odontológicas Móveis no estado.
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