BRASÍLIA – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou nesta segunda-feira (9) uma nova apuração administrativa sobre ações relacionadas ao Banco Master, à gestora de fundos Reag e a outras entidades ligadas ao conglomerado investigado. A análise será conduzida por um Grupo de Trabalho (GT) criado após deliberação do Comitê de Gestão de Riscos (CGR) do órgão, em decisão tomada na última sexta-feira (6).
Segundo a CVM, o objetivo do GT é consolidar e sistematizar fatos, processos e informações para aprimorar o diagnóstico institucional, acompanhar de forma integrada as ações em andamento e prestar contas à sociedade.
Grupo de Trabalho vai consolidar informações internas
De acordo com a autarquia, a apuração será baseada em informações já acessadas pelo Comitê de Gestão de Riscos, relacionadas ao trabalho das áreas internas de supervisão, fiscalização e acusação.
Entre os pontos analisados estão:
- abertura de procedimentos ao longo dos últimos anos;
- comunicações já feitas a outros órgãos públicos;
- andamento interno de inquéritos correlatos.
A CVM informou ainda que poderá avaliar, quando cabível, melhorias estruturais na regulação, supervisão, governança processual e cooperação institucional.
Apuração terá duração de três semanas
A análise deve durar até três semanas. Ao final, será elaborado um relatório que será apreciado e deliberado pelo Comitê de Gestão de Riscos da CVM.
Investigação administrativa não se confunde com outras apurações
A CVM ressaltou que a investigação tem natureza administrativa e não se confunde nem tem relação direta com outras apurações em andamento envolvendo o Banco Master e a Reag.
No âmbito criminal, os dois grupos são investigados pela Polícia Federal e pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual de São Paulo, em frentes distintas. O Banco Central também abriu sindicância interna para apurar a atuação de seus membros no processo que resultou, em novembro de 2025, na liquidação do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo a CVM, essas investigações ainda não foram concluídas e os representantes do conglomerado Master e da Reag não respondem a processos criminais até o momento.
Acusações investigadas incluem crimes financeiros
Apesar de não haver denúncias formais apresentadas à Justiça, as suspeitas sob investigação contra os controladores do Banco Master e da Reag envolvem crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
Com a criação do Grupo de Trabalho, a CVM pretende reforçar o acompanhamento das informações disponíveis e estruturar um diagnóstico institucional mais detalhado sobre o caso.
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