Caso Master

Caso Master: diretor do BC nega recomendação de compra de carteiras fraudadas e abre sigilo bancário

Banco Central afirma que área de fiscalização identificou irregularidades e barrou compra do Banco Master pelo BRB

Ipolítica, com informações do g1

Ailton de Aquino negou ter recomendado a compra de carteiras com ativos fraudulentos e informou que abriu voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e de comunicações, colocando as informações à disposição das autoridades (Pedro França/Agência Senado)

BRASÍLIA – O Banco Central do Brasil (BC) divulgou, nesta sexta-feira (23), nota em que defende o diretor de Fiscalização da autarquia, Ailton de Aquino, no contexto da liquidação do Banco Master e da tentativa frustrada de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

Segundo o comunicado, Ailton de Aquino negou ter recomendado a compra de carteiras com ativos fraudulentos e informou que abriu voluntariamente seus sigilos bancário, fiscal e de comunicações, colocando as informações à disposição das autoridades.

Diretor do BC nega recomendação de compra de ativos

Em nota publicada na página oficial do Banco Central, Ailton de Aquino afirmou que “jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”. O diretor também colocou à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal os registros das conversas que manteve com o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

De acordo com o BC, a área de supervisão sob responsabilidade de Aquino foi responsável por identificar inconsistências nas operações relacionadas ao Banco Master e, de forma imediata, instaurar investigações que demonstraram a insubsistência dos ativos que compunham as carteiras analisadas.

Atuação da fiscalização levou à liquidação do Banco Master

O Banco Central informou que partiu da área chefiada por Ailton de Aquino a iniciativa de comunicar os ilícitos criminais ao Ministério Público Federal, acompanhada de documentação e análises técnicas. A autarquia destacou ainda que, para evitar novos impactos sobre a liquidez do BRB, foram adotadas medidas prudenciais preventivas.

Segundo o BC, foi do próprio diretor a proposta submetida à diretoria colegiada para a liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master, diante das irregularidades identificadas nas operações.

Compra do Banco Master pelo BRB foi barrada

No comunicado, o Banco Central reforçou que tem obrigação legal de monitorar permanentemente as condições de liquidez do sistema financeiro, incluindo operações de aquisição de ativos entre instituições, com o objetivo de preservar a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional e proteger depositantes, investidores e credores.

A autoridade monetária também ressaltou que cabe a cada instituição financeira a responsabilidade exclusiva pela análise da qualidade dos créditos que adquire no mercado, bem como pela adoção de controles internos adequados para o gerenciamento de riscos.

Abertura de sigilo e compromisso com a transparência

Ao final da nota, o Banco Central informou que Ailton de Aquino, em compromisso com a transparência, renunciou ao sigilo bancário, fiscal e das comunicações para fins de apuração, colocando todas as informações à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

A manifestação ocorre em meio às investigações relacionadas ao Caso Master, que envolvem suspeitas de fraudes financeiras e levaram à liquidação da instituição bancária no fim de 2025.

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