Desaparecimentos em Bacabal

Primo de crianças desaparecidas em Bacabal recebe alta após 14 dias internado

Anderson Kauã, de oito anos, participou de uma operação sigilosa com forças de segurança na área de mata onde ficou perdido por três dias.

Imirante.com

Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, após três dias perdido em uma área de mata em Bacabal. (Foto: Reprodução / TV Mirante)

BACABAL - O menino Anderson Kauã, de oito anos, primo das duas crianças que estão desaparecidas em Bacabal, recebeu alta do Hospital Geral na manhã desta terça-feira (20), após 14 dias internado. Acompanhado por policiais, psicólogos e representantes de entidades de defesa da criança e do adolescente, Anderson Kauã esteve novamente na área de mata onde ficou perdido por três dias, em uma operação sigilosa e de acesso restrito para tentar encontrar Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, cujas buscas chegaram ao 17º dia.

Anderson Kauã foi encontrado no dia 7 de janeiro, por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, a cerca de 500 metros da chamada “casa caída”, em área de mata fechada próxima às margens do Rio Mearim. 

Segundo informações do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), Anderson Kauã relatou que deixou os dois primos no abrigo improvisado e saiu em busca de ajuda. A presença das três crianças na área foi indicada por cães farejadores que integram a força-tarefa responsável pelas buscas por Ágatha Isabelly e Allan Michael.

Em seus perfis nas redes sociais, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), ressaltou que Anderson Kauã continuará recebendo apoio psicológico e auxiliando com informações que possam ajudar na localização de Ágatha Isabelly e Allan Michael. De acordo com Brandão, as buscas permanecem com foco no leito do Rio Mearim, onde equipes da Marinha do Brasil e do Corpo de Bombeiros mantêm um trabalho intenso com equipamentos subaquáticos.

"O menino Kauã teve alta médica e vai continuar recebendo todo o apoio para superar o momento difícil que viveu. Ele segue contribuindo com informações para direcionar as buscas por Ágatha e Michael. Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso", declarou o governador.

Acesso é restringido durante buscas por crianças em Bacabal

A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Estadual de Segurança chegaram ao 17º dia de buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, após saírem para brincar em uma área de mata na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

Nesta terça-feira (20), as autoridades restringiram o acesso de pessoas que não integram a força-tarefa às áreas próximas ao rio e à base de apoio das equipes envolvidas na operação. A entrada da imprensa no local das buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal também foi limitada durante a manhã.

As buscas estão concentradas em um trecho onde cães farejadores identificaram indícios da presença das crianças. Militares da Marinha utilizam o equipamento subaquático conhecido como side scan sonar para realizar, ainda nesta terça-feira, a varredura de cerca de 1 quilômetro do rio Mearim.

Equipes intensificam buscas no Rio Mearim. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ponto de apoio em área já vasculhada é desmontado

Com a nova fase de buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal, a base de apoio montada na comunidade começou a ser desmontada, pois a área já foi completamente vasculhada. 

Buscas por crianças desaparecidas conta com com side scan sonar e equipe da Marinha

As operações no Rio Mearim foram intensificadas com ações aquáticas e subaquáticas. Para isso, está sendo utilizado o side scan sonar, equipamento que permite o mapeamento detalhado do fundo do rio, mesmo em águas turvas. Paralelamente, as buscas continuam na mata.

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No último sábado (17), a operação ganhou reforço com a chegada de 11 militares da Marinha do Brasil, que iniciaram uma nova etapa dos trabalhos na região.

A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta nenhuma hipótese, incluindo a possibilidade de sequestro. As investigações continuam para esclarecer o desaparecimento das crianças.

Side Scan Sonar: veja como funciona o equipamento usado nas buscas

Os militares utilizam equipamentos como o side scan sonar, tecnologia capaz de gerar imagens do fundo de rios e lagos. As buscas também avançam pelo Rio Mearim e por um lago da região, com apoio de lancha voadeira e motoaquática.

Sonar faz ‘raio‑x’ do fundo do rio e orienta mergulhadores. (Foto: Divulgação/SSP-MA)

A Marinha solicitou que o número de embarcações na área das buscas fosse reduzido para aumentar a eficiência das operações. 

De acordo com a Marinha, o sonar pode apontar:

  • Objetos submersos: embarcações afundadas, galhos e detritos.
  • Mudanças no terreno: buracos ou elevações no fundo do rio.
  • Substâncias na água: óleo ou resíduos.
  • Alterações de visibilidade: trechos com turbidez ou neblina subaquática.

“A gente consegue ver a coluna d'água e o leito ali com uma imagem muito nítida, muito perfeita, independentemente da turbidez, se a água é clara ou escura”, disse o capitão Simões Júnior, da Capitania dos Portos do Maranhão.

O equipamento já foi utilizado em outras operações de resgate de grande porte, como no desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (Ponte JK), entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).

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