São Luís 408 anos

Dupla de amigos mostra jeito maranhense de dançar reggae em cenários de São Luís

Frank e Luana, que gravaram vídeos dançando reggae agarradinhos, falam do apreço pelo ritmo.
Neto Cordeiro/Na Mira08/09/2020 às 07h00

SÃO LUÍS – Esta dupla de amigos maranhenses se conheceu o som das pedras de uma sequência demolidora. Frank e Luana são apaixonados por reggae e se conheceram ao participarem de um projeto sobre o ritmo jamaicano na capital. Neste aniversário de 408 anos de São Luís, a Jamaica Brasileira, o Na Mira conversa com dois moradores da capital que, por meio de vídeos dançando reggae, transmitem boas vibrações para quem os assiste.

Frank foi convidado por um amigo para organizar um grupo e a coreografia de reggae para um vídeo. Durante as gravações, acabou conhecendo Luana. “No embalo das gravações, decidimos fazer um vídeo nós dois, nos respectivos cenários do videoclipe (Centro Histórico e Espigão)”, conta a estudante de fisioterapia. Os vídeos já circulam pelas redes sociais, e os dois protagonistas e dançarinos são muito elogiados. “Foi algo imprevisível, pedimos para um amigo colocar o reggae e gravar a gente dançando”, relata o regueiro.

Frank e Luana gravaram vídeos dançando reggae. Foto: Arquivo Pessoal.

Frank Rondinelly Morais de Oliveira nasceu em Bacabal (MA), porém mora em São Luís há quatro anos. Luana Rayssa Silva Costa nasceu e mora na capital. A relação de Frank com o reggae vem de família. “Eu tenho uma tia chamada Helene que é amante do reggae desde muito tempo... Além disso, ela dança como ninguém. Então ela é e foi minha inspiração. Mas comecei a progredir no reggae ao chegar em São Luís”, revela. No caso de Luana, o reggae surgiu em sua vida por meio do pai, que sempre gostou do ritmo bastante presente na infância dela. “No início, eu não apreciava muito mas, com o tempo, fui criando gosto pelo ritmo e apreciando a cultura, e hoje sou apaixonada pelo reggae”, conta.

O que fez Frank mergulhar no reggae? Ele responde: “as boas vibrações, o instrumental (batidas), as cores, que simbolizam, raça, sangue, ouro e nossa natureza. A conexão, sensação de liberdade e igualdade”. Luana aponta que o encanto está na melodia e nas letras com “incentivo ao orgulho negro, injustiça, a resistência, amor e a humanidade”.

Valorização e preconceito

Luana acredita que o ritmo tem sido desvalorizado. “O reggae entrou na lista de Patrimônio Imaterial da Unesco, e isso é uma grande conquista para todos nós, amantes do reggae. Porém, ainda falta muitas pessoas abrirem a mente a respeito do reggae, ainda há muita discriminação e preconceito”, afirma.

Frank acredita que o reggae é valorizado por aqueles que amam o estilo. “Falta mais valorização de forma completa. Interagir e ter conhecimento de como é o reggae. Se aprofundar um pouco na história. Porém, o preconceito nunca deixará de existir. Mas pode melhorar”, destaca.

Ambos confirmaram já ter visto situações de preconceito relacionado ao reggae ou ao regueiro. “Ainda é necessário haver uma desmistificação sobre muita coisa que as pessoas pensam sobre o reggae”, comenta Luana. “Já presenciei pessoas falando mal do reggae. Eu noto também que já melhorou bastante”, completa Frank.

Frank tem planos de dar aulas de reggae em São Luis. Foto: Arquivo Pessoal.
Luana é apreciadora do reggae e se encanta pela letra e melodia. Foto: Arquivo Pessoal.

Futuro

O regueiro pensa em dar aulas para transmitir seus conhecimentos sobre o reggae. “Vejo essa necessidade em algumas pessoas, a necessidade de aprender o reggae desde a semente, passo a passo até chegar no agarradinho. Essa é a ideia”, planeja Frank. Luana, por sua vez, diz que os amigos pedem que ela os ensine a dançar. “Quem sabe um dia não coloco isso em prática!?”, brinca.

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