Saúde

Estudo indica que consumo de gorduras saturadas pode prejudicar coração

A pesquisa de Havard acompanhou dados de 115 mil profissionais da saúde dos Estados Unidos.
Na Mira 28/11/2016 às 15h00

MUNDO - Novo estudo conduzido por pesquisadores de Harvard revela que o consumo de grandes quantidades de quatro ácidos graxos saturados - encontrados na carne vermelha, gordura do leite, manteiga, banha e óleo de palma - podem aumentar o risco de doença coronariana. A pesquisa avaliou dados de 115 mil profissionais da saúde dos Estados Unidos, que foram acompanhados pelos estudiosos durante 20 a 26 anos (entre os anos 1984 a 2012).

As descobertas também sugerem que a substituição das gorduras saturadas por gorduras boas, grãos integrais e proteínas vegetais pode reduzir o risco de doença coronariana. O estudo apontou ainda que uma ingestão maior dos ácidos graxos saturados (ácido láurico, ácido mirístico, ácido palmítico e ácido esteárico) estava associada a um aumento de 24% no risco relativo de doenças no coração.

Os resultados do estudo apontam para a importância de uma alimentação balanceada, contemplada por Guias internacionais. "Isso significa reduzir a ingestão de gordura saturada para não mais de 10% do total de calorias e ter uma dieta equilibrada, que inclua frutas, legumes, grãos integrais, óleos vegetais que forneçam gorduras poli-insaturadas e monoinsaturadas, além de nozes, peixes e derivados do leite com baixo teor de gordura", disse o autor sênior Qi Sun, professor assistente do Departamento de Nutrição de Harvard.

A pesquisa ainda aponta que, como os alimentos normalmente contêm uma combinação de diferentes gorduras saturadas, as recomendações dietéticas devem permanecer focando na substituição dessa gordura pelas insaturadas para a prevenção de doenças coronarianas. A redução de apenas 1% do consumo diário desses ácidos graxos saturados pela mesma quantidade de calorias provenientes de gorduras poli-insaturadas, gorduras monoinsaturadas, grãos integrais ou proteínas vegetais, foi estimada para reduzir o risco relativo de doença coronariana de 4% a 8%. A substituição do ácido palmítico - encontrado no óleo de palma, carne e gordura láctea - foi associada à maior redução de risco.

O co-autor Frank Hu, professor de nutrição e epidemiologia de Harvard, comenta que o estudo afasta a ideia de que a manteiga está de volta. "Substituir as fontes de gordura saturada pela insaturada é uma das maneiras mais fáceis de reduzir o risco de doenças cardíacas", conclui Walter Willett, co-autor e professor de Epidemiologia e Nutrição.

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