Via-Sacra

Encenação da Via-Sacra atrai fiéis no bairro Bacuri, em Imperatriz

Cerca de 60 pessoas encenaram a condenação, crucificação e morte de Jesus.
Angra Nascimento / Imirante Imperatriz04/04/2015 às 09h07

IMPERATRIZ – Depois de uma preparação de sete meses, sendo os últimos três meses de ensaios intensos, cerca de 60 integrantes da comunidade São Vicente de Paulo, da igreja São Francisco, encenaram, nessa sexta-feira santa (3), a Via-Sacra pelas ruas da cidade. O evento atraiu muitos fiéis, que acompanharam de perto cada momento da encenação. Veja a cobertura fotográfica.

A encenação começou às 17h, no bairro Bacuri, e percorreu 24 quarteirões até a Praça da Bíblia, onde Jesus Cristo, considerado pelos cristãos como o salvador da humanidade, foi morto e crucificado.

Na pele de Jesus, o jovem Gilson Gomes da Silva, que encarna o personagem há nove anos, ressalta sobre a emoção de fazer as cenas. “Eu não tenho nem palavras para expressar esse momento. É um misto de angústia, de alegria, nervosismo, é um papel de Deus”, afirma. “É tudo ensaiado, mesmo assim tem um certo sacrifício”, completa o ator.

Para fazer o personagem, Gilson usou uma caracterização impecável. “A caracterização é feita meia hora antes. A gente usa gelatina com um pouco de anilina comestível e o sangue, a gente faz com mel e achocolatado. Para finalizar, no corpo a gente usa sangue de boi, que fixa melhor e aguenta todo percurso sem precisar de retoque”, explica o dono do personagem.

Juliano Jadson Silva, interpretou Pilatos. Ele conta que fazer o personagem contradiz sua fé. “É meio complicado, pois Pilatos, praticamente, condenou Jesus. É apenas um personagem, mesmo assim a gente sente o peso de condenar Jesus. Porém, viver esse momento é bastante emocionante”, descreve.

A encenação da Via-Sacra da comunidade São Vicente de Paulo já é uma tradição. O evento, idealizado por integrantes da comunidade, existe há nove anos e, cada vez mais, aumenta o número de pessoas participando. Este ano, mais de 500 fiéis acompanharam a encenação.

Para um dos coordenadores, Wallysom Pereira Nascimento, o evento tomou uma proporção muito grande. “Cada ano cresce mais, a quantidade de pessoas participando só aumenta e, para nós, isso é muito gratificante”, diz o jovem, acrescentando que o principal objetivo da encenação é mostrar que a Semana Santa não é um feriado.

“Nosso objetivo é conscientizar as pessoas sobre o verdadeiro sentido da Semana Santa. Mostrar que o período não é um feriado e sim um momento de reflexão, um momento que a igreja vive e quer passar isso para as pessoas, também”, comenta Wallysom Pereira

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