'Blackface'

Ana Maria Braga interrompe quadro após ato racista de participante

A apresentadora chamou uma especialista para explicar a o por que o 'blackface' ser considerado um ato racista.

Na Mira

- Atualizada em 20/05/2022 às 17h25
"É prestar atenção no outro, respeitar o outro.”, comenta a apresentadora sobre o ato racista.
"É prestar atenção no outro, respeitar o outro.”, comenta a apresentadora sobre o ato racista. (Foto: Reprodução)

BRASIL - A apresentadora do programa matinal “Mais Você”, Ana Maria Braga interrompeu a transmissão do quadro “Jogo de Panelas”, ao presenciar um ato racista por parte de um dos participantes. Durante o programa, o competidor Anderrupson praticou blackface ao pintar seu corpo com tinta para tentar se parecer com uma pessoa negra. 

Durante o quadro, os competidores devem realizar jantares para os demais competidores com temas diversos e livres de acordo com a escolha do anfitrião. O participante Felipe, promoveu um jantar de temática africana, "Um passeio pela África com toques de brasilidades", onde os demais deveriam se vestir à caráter.

Quando Anderrupson apareceu na casa de Felipe com a pele pintada, a apresentadora interrompeu o programa para chamar atenção do participante e dos telespectadores para o ato de cunho racista. "A gente está tentando esclarecer aqui para que isso não ocorra nas festas, nos lugares em que você for. É um comportamento que não deve mais se repetir", afirmou Ana Maria.

A apresentadora chamou ao programa a professora, jornalista e escritora Rosane Borges para explicar o que “blackface” em seu contexto histórico e o por que é considerada uma prática racista. "Foi um recurso muito utilizado pela aristocracia escravagista que fazia da técnica do blackface uma forma de estereotipar, de negar a humanidade das pessoas negras", explica a professora.

O anfitrião Felipe, que é um homem negro comenta sobre o ato de Anderrupson durante seu jantar. "O Anderrupson estava muito legal, mas mais uma vez ele traz a ingenuidade, né? Não precisa se pintar de negro. A gente não brinca de ser negro, a gente é de verdade. A gente tem toda uma história e isso é muito sofrido", afirma Felipe.

Por fim, Ana Maria ressalta a importância do aprendizado sobre questões raciais para que não voltem a se repetir. “É bom para todo mundo aprender. Eu acho que tem um monte de gente que não percebe, mas já está na hora, está tão falado. É prestar atenção no outro, respeitar o outro.”, completa.

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