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De Olho na Economia
É economista com experiência nacional e internacional em análises macroeconômicas e microeconômicas. Possui habilidade em análises setoriais, gestão do capital humano, orçamentos e finanças.
DE OLHO NA ECONOMIA

Programas sociais que beneficiam a população carente e impulsiona a economia do Maranhão

Como economista, detalho como esses recursos financeiros chegam aos beneficiários maranhenses.

Wagner Matos / Economista

Atualizada em 01/04/2025 às 16h02

Pessoal, neste artigo compartilho o andamento de um estudo e análise da consultoria Control Risk Analytics e do governo do Estado do Maranhão, que envolvem a SEFAZ (Secretaria Estadual da Fazenda), SEINC (Secretaria Estadual de Indústria e Comércio) e SAF (Secretaria Estadual da Agricultura Familiar). Os trabalhos têm como objetivo ampliar a produção de alimentos, atrair investimentos e tornar o estado do Maranhão autossuficiente na produção dos principais produtos que compõem a cesta básica.

Os programas sociais Bolsa Família (Governo Federal) e o Maranhão Livre da Fome (Governo Estadual), usados como referência, são fundamentais no Maranhão, garantindo suporte à população mais vulnerável e, ao mesmo tempo, impulsionando a economia local. Como economista, detalho como esses recursos financeiros chegam aos beneficiários maranhenses. O valor médio mensal por família do Bolsa Família é de R$ 673,00 e atende em todo estado 1.223.434 famílias. Já o programa estadual Maranhão Livre da Fome tem repasse médio por família de R$ 250,00 e beneficia 97.000 famílias. O Bolsa Família injeta por mês R$ 823,3 milhões e o Maranhão Livre da Fome acrescenta mensalmente R$ 24,2 milhões, somados os dois programas movimentam mensalmente R$ 847,6 milhões, por ano são R$ 10,2 bilhões. Esses recursos financeiros podem gerar um impacto positivo na criação de emprego, renda e arrecadação no estado. Confira o quadro abaixo.

Esses recursos financeiros podem gerar um impacto positivo na criação de emprego, renda e arrecadação no estado.
Esses recursos financeiros podem gerar um impacto positivo na criação de emprego, renda e arrecadação no estado.

Uma análise do destino desses recursos revela que 98% das famílias beneficiárias utilizam o dinheiro para a compra de alimentos, principalmente produtos da cesta básica. Essa prioridade demonstra a importância dos programas sociais para garantir a segurança alimentar dessas famílias, especialmente com atual cenário inflacionário. Diante do aumento dos preços, a população de baixa renda tem se mostrado resiliente e estratégica. As famílias pesquisam e negociam preços para otimizar o uso dos recursos recebidos, demonstrando uma preocupação em garantir o acesso aos alimentos básicos.

A maior parte dos recursos dos programas Bolsa Família e Maranhão Livre da Fome é gasta no interior do estado, nos próprios municípios onde os beneficiários residem. Esse padrão de consumo impulsiona o comércio local, especialmente feiras e o comércio varejista de alimentos, movimentando a economia regional.

Embora a produção de alimentos da cesta básica no Maranhão ainda não seja suficiente para atender à demanda local, o governo estadual, com o apoio da consultoria Control Risk Analytics, está empenhado em mudar essa realidade. E conduzem o estudo para tornar o Maranhão autossuficiente na produção desses alimentos da cesta básica, mas podem ir além desses, principalmente pela alta demanda de produtos alimentícios das principais redes de supermercados do país localizadas no Maranhão, além de atrair investimentos para a criação de emprego, renda e arrecadação de impostos.

Em resumo, os programas sociais Bolsa Família e o Maranhão Livre da Fome no Maranhão desempenham um papel crucial no apoio às famílias mais vulneráveis, garantindo o acesso a alimentos básicos e impulsionando a economia local. O foco no consumo de alimentos e a busca por estratégias para lidar com a inflação demonstram a resiliência da população de baixa renda. Além disso, o investimento na produção local de alimentos e a atração de investimentos para o estado podem gerar um impacto positivo a longo prazo, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e social.

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