Dunga motiva esquecidos no Leste Europeu

Esportanaglobo.com 04/08/2006 às 15h45

RIO - A convocação de Daniel Carvalho, Dudu Cearense, Vágner Love e Elano para a seleção empolgou outros jogadores brasileiros que têm se destacado no Leste Europeu. O atacante Jô e o meia Jadson, ídolos também no CSKA e Shakhtar, acreditam que mereciam uma chance agora, mas esperam que Dunga continue atento ao que acontece nas ex-repúblicas soviéticas.

Jô é um caso especial. Aos 19 anos, o ex-corintiano atua ao lado de Daniel e Vágner no ataque do CSKA e é o artilheiro do Campeonato Russo com 13 gols. Love só tem um. Dizendo-se feliz pelo sucesso dos companheiros, o jovem espera uma chance nas próximas convocações.

- Estou passando por um momento muito bom. Fiquei feliz por eles, mas pensei que também poderia ter sido chamado pelo trabalho que venho realizando. Agora, sei que a gente vai ser mais visado - diz, por telefone.

Na Ucrânia, Jadson vive situação parecida. Eleito o jogador mais técnico do último campeonato, o ex-atleta do Atlético-PR disputa posição com Elano. A equipe disputou três partidas até o momento na temporada: nas duas primeiras, o ex-santista foi titular; na última, Jadson deixou Elano no banco.

- O Elano está bem, mas acho que estou em melhor fase. Ele foi bi brasileiro pelo Santos e já vestiu a camisa da seleção, então acredito que esta foi a diferença para terem lembrado dele e não de mim. Mas esta convocação de um jogador daqui motivou todo mundo. O Dunga está começando bem dando chance aos jovens e aos que jogam em mercados alternativos - diz Jadson, de 22 anos.

Menos badalado que os craques do CSKA e Shakhtar, o mais perto que Calisto chegou da seleção foi com elogios de Luiz Felipe Scolari em 2002, quando destacou-se no Bahia. Eleito o melhor lateral-esquerdo da Rússia nos últimos dois anos, o jogador comemorou a convocação de Dudu, Vágner Love e Daniel Carvalho.

- A motivação aumentou para quem está aqui. Falo muito com o Dudu e até ele estava surpreso. Uma vez conversamos e ele reconheceu que para voltar para a seleção ele teria que mudar de país, pois ninguém olhava para cá. Agora, aconteceu - afirma.

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