Dica financeira

Como utilizar o consórcio para se tornar independente financeiramente

O valor aplicado em consórcios não precisa necessariamente ser usado para o objetivo predeterminado.
Imirante.com, com informações de assessoria16/05/2017 às 13h57

SÃO PAULO - O consórcio pode ser um excelente meio para se tornar independente financeiramente, ou seja, não depender da Previdência Social para sobreviver ou precisar continuar trabalhando mesmo após aposentado. Contudo, por falta de educação financeira, muitas pessoas não conseguem ao menos pagar todas as parcelas do consórcio.

Para quem pretende comprar uma casa, carro ou mesmo adquirir um serviço – como viagens, tratamentos cirúrgicos, entre outros – mas não se planejou com antecedência para pagar com próprios recursos, o consórcio é uma boa pedida para pagar menos juros do que se fizesse empréstimos ou financiamentos.

O que poucos sabem, contudo, é que o valor aplicado em consórcios não precisa necessariamente ser usado para o objetivo predeterminado. Ao ser contemplado, é possível aplicar o valor na administradora do consórcio, destinando a quantia para um fundos de investimentos vinculado ao contemplado, sendo beneficiado pelas correções, e seguir pagando as prestações.

Dessa forma é possível obter grande rentabilidade e, no final do consórcio, retirar todo o valor se desejar ou destinar para outro fundo. Há também a possibilidade de vender a carta de crédito por um bom preço, obtendo lucro, contudo o rendimento esperado com a aplicação na administradora do consórcio é significativamente maior.

Observe que não estamos falando de um retorno imediato, obtido rapidamente. Pelo contrário, trata-se de um investimento de longo prazo, muito indicado para garantir a independência financeira. Afinal de contas, depender apenas da Previdência Social para se aposentar com segurança já não é mais uma possibilidade plausível.

Trata-se realmente de um bom negócio, contudo o grande problema é que muitas pessoas assumem a responsabilidade de pagar mensalmente as parcelas do consórcio, mas não conseguem pagar até o final. Vale ressaltar que esta é uma modalidade muito procurada por quem não tem disciplina, pois não permite o saque antes da contemplação, seja por meio de lances ou sorteios.

É preciso ter educação financeira para entrar no consórcio e seguir pagando as parcelas até o final. Portanto, é necessário conhecer a sua verdadeira situação, por meio de um diagnóstico financeiro, e verificar quais gastos pode reduzir (ou eliminar) para investir no consórcio e em seu futuro.

Se tratando de um sonho de longo prazo tão importante – garantir a sustentabilidade e independência financeira – não se deve deixar para amanhã o que poderia ter começado ontem: mude seus hábitos e comportamentos e comece a poupar. O mais importante nesta jornada é dar o primeiro passo.

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