SÃO LUÍS – Os projetos que tratam do novo zoneamento urbano de São Luís começam a ser analisados pelas comissões da Câmara Municipal depois da audiência pública realizada ontem (22), que expôs divergências entre vereadores sobre expansão da cidade, preservação ambiental e cobrança da taxa de iluminação pública.
A partir de agora, o texto será discutido pelas comissões de Constituição e Justiça, Urbanismo e Meio Ambiente, responsáveis por emitir pareceres antes da votação em plenário.
O avanço da tramitação ocorre depois de um debate em que parlamentares cobraram mudanças em pontos considerados sensíveis da proposta encaminhada pela Prefeitura.
Comissões iniciam nova fase da tramitação
Com o encerramento da audiência de 22 de abril, a proposta deixa a etapa de debate público e passa para uma análise mais detalhada dentro do Legislativo.
Nessa fase, os vereadores poderão:
- apresentar emendas;
- pedir esclarecimentos técnicos;
- sugerir alterações;
- propor novas discussões.
Além da revisão das regras de uso e ocupação do solo, o pacote também inclui a regulamentação da outorga onerosa, mecanismo que permite construções acima do limite básico mediante pagamento ao município.
Taxa de iluminação entrou no debate
Um dos momentos de maior repercussão durante a audiência foi a discussão sobre a taxa de iluminação pública.
Vereadores questionaram a manutenção da cobrança aos moradores mesmo após a substituição de parte da iluminação da cidade por lâmpadas de LED, que consomem menos energia.
A cobrança feita pelos parlamentares foi para que a economia gerada pelo novo sistema tenha reflexo direto no valor pago pela população.
Embora não estivesse no centro do projeto, o tema acabou ampliando o debate político durante a sessão.
Limites territoriais preocupam vereadores
Outro ponto levantado foi a indefinição dos limites entre São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar.
Segundo vereadores, a ausência de uma divisão territorial mais clara pode comprometer:
- prestação de serviços públicos;
- regularização de imóveis;
- aprovação de empreendimentos;
- segurança jurídica para moradores.
A avaliação é que a nova legislação precisa enfrentar esse problema para evitar conflitos administrativos em áreas de divisa.
Centro Histórico e orla concentraram divergências
A situação do Centro Histórico também foi alvo de questionamentos.
Apesar da proposta prever estímulo à ocupação da região central, parlamentares afirmaram que a mudança na lei, sozinha, não será suficiente para reverter o esvaziamento da área sem medidas paralelas de segurança e incentivo fiscal.
Na orla da capital, a principal preocupação foi com a possibilidade de aumento da verticalização.
Os questionamentos se concentraram em possíveis impactos sobre:
- ventilação natural;
- paisagem urbana;
- ocupação da faixa litorânea.
Próximos passos na Câmara
Depois da análise nas comissões, os projetos ainda precisam passar por votação em plenário.
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