Alagamento

Chuvas alagam ruas e casas em Buriticupu e expõem avanço de voçorocas

Moradores relatam prejuízos após temporal, enquanto Justiça cobra ações urgentes para conter erosões que já destruíram dezenas de imóveis.

Imirante.com, com informações da TV Mirante

Atualizada em 21/03/2026 às 13h31

BURITICUPU - As fortes chuvas que atingiram o município de Buriticupu, no interior do Maranhão, provocaram alagamentos nas últimas 24 horas, invadindo ruas e casas. A cidade já enfrenta há anos o avanço de cerca de 33 voçorocas, ou seja, grandes erosões que comprometem bairros inteiros.

Vídeos gravados por moradores mostram vias completamente tomadas pela água e residências sendo invadidas. Em uma das gravações, um morador relata os prejuízos enquanto filma: a casa tomada pela água, com objetos como sandálias e colchões sendo levados pela enxurrada.

Na Rua Independência, no bairro Vila Isaías, região próxima a uma grande cratera, famílias relataram perdas materiais. Comércios também foram atingidos. Já na BR-222, um caminhão ficou preso no meio da enxurrada que encobriu a rodovia durante a chuva.

No ano passado, a Justiça determinou que a prefeitura adotasse medidas para conter o avanço das erosões, mas, segundo o Ministério Público do Maranhão, as ações não foram cumpridas. Nesta semana, a Justiça do Maranhão voltou a exigir providências, determinando que o município execute medidas emergenciais em até 48 horas.

A Defesa Civil informou que o volume de chuva chegou a 60 mm no período, sem registro de desabamentos, deslizamentos ou aumento das áreas afetadas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também não recebeu chamados relacionados ao temporal.

 83 casas já foram destruídas pelas erosões

Ao longo dos anos, 83 casas já foram destruídas pelas erosões em Buriticupu, problema que se agravou a partir de 2015. Com a chegada do período chuvoso, a situação se torna ainda mais crítica, já que as condições do solo e o relevo favorecem o avanço das voçorocas.

Uma das maiores crateras fica na Vila Santos Dumont e, sozinha, já teria destruído cerca de 50 residências. No total, aproximadamente 360 famílias foram afetadas, enquanto muitas outras ainda vivem em áreas consideradas de risco.

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