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De Olho na Economia
É economista com experiência nacional e internacional em análises macroeconômicas e microeconômicas. Possui habilidade em análises setoriais, gestão do capital humano, orçamentos e finanças.
DE OLHO NA ECONOMIA

O Potencial da Exportação Direta na Produção Agrícola: Benefícios e Desafios

Leia a coluna do economista Wagner Matos desta quinta-feira (16).

Wagner Matos / Economista

Atualizada em 16/05/2024 às 11h13
O Potencial da Exportação Direta na Produção Agrícola: Benefícios e Desafios. (Foto: Divulgação)

O agronegócio brasileiro é um gigante global, alimentando nações e impulsionando nossa
economia. No entanto, muitos produtores rurais ainda não exploram todo o potencial de suas
atividades, deixando de lado a oportunidade de aumentar seus lucros e conquistar novos
mercados internacionais por meio da exportação direta.

Hoje, vamos detalhar as vantagens e desafios da exportação direta para pequenos, médios
e grandes produtores de soja, milho e algodão. Também abordaremos as expectativas para as
exportações nos próximos anos e o papel fundamental da infraestrutura para o sucesso do
agronegócio no Maranhão.

A exportação direta elimina intermediários na cadeia logística e no processo de exportação,
permitindo que o produtor rural ou associados negociem diretamente com o comprador
internacional. Essa modalidade oferece diversos benefícios, mas exige planejamento,
organização, conhecimento técnico e uma gestão profissional.

Benefícios da Exportação Direta

  1. Maior Lucro: A eliminação de intermediários aumenta a margem de lucro do produtor.
  2. Autonomia: Controle sobre o processo de venda, definindo preços e condições.
  3. Visibilidade: Conexão direta com o mercado internacional, construção de relacionamentos.
  4. Competitividade: Maior capacidade de se adaptar às demandas do mercado global.
  5. Agregar Valor: Oportunidade de agregar valor à produção, diferenciando-se no
    mercado.

 

Desafios da Exportação Direta

  1. Complexidade: Exige conhecimento em comércio exterior, logística internacional e
    legislação aduaneira.
  2. Investimentos: Necessidade de investir em armazenagem, infraestrutura logística e
    gestão profissional.
  3. Riscos: Exposição a flutuações cambiais, inadimplência e instabilidades políticas e
    econômicas em países compradores
  4. Carga Tributária: Desafios na compreensão e cumprimento das obrigações fiscais e
    tributárias.

Para que o Maranhão aproveite o crescimento da exportação de commodities agrícolas, é fundamental investir em armazenagem, infraestrutura logística, que inclui rodovias, ferrovias e portos. Uma infraestrutura eficiente reduz tempo e custos logísticos, diminui perdas de produtos e garante a competitividade do estado no mercado internacional. Devemos aproveitar nossa localização geográfica privilegiada as condições naturais de profundidade, ideais para a expansão portuária e o principal, ter o alinhamento constante do poder público com o setor produtivo.

Em conclusão, a exportação direta é uma oportunidade para que produtores rurais do Maranhão de todos os portes aumentem seus lucros e alcancem novos mercados. No entanto, é importante estar ciente dos desafios envolvidos e buscar apoio técnico e financeiro para ter sucesso nessa modalidade. O investimento em infraestrutura também é fundamental para que o Maranhão se consolide como um importante polo exportador de commodities agrícolas. 🌱🚢🌎

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