ESCALA 6X1

Lula critica oposição por travamento do fim da escala 6x1 no senado

Lula cobra votação da Esacala 6x1 após manobra de Flávio Bolsonaro barrar PEC no Senado, adiando a decisão para após o pleito de 4 de outubro.

Ipolítica, com informações de O globo

Lula critica oposição por travamento do fim da 6x1 no senado às vesperas do pleito (Reprodução)

BRASIL — Lula intensificou a pressão nesta quinta-feira (3) para que o Senado vote o fim da Esacala 6x1, após manobras da oposição travarem a PEC. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo criticou a ausência da pauta no plenário do Senado e responsabilizou a oposição, sob liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por articular o adiamento da apreciação do texto.

"Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", declarou o presidente.

A reação de Lula ocorre um dia após a proposta passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na quarta-feira (2). Embora o texto estivesse pronto para votação final no último esforço concentrado antes do primeiro turno das eleições, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não pautar a matéria.

 A estratégia da oposição e a falta de voto

A decisão de congelar a tramitação ocorreu por falta de garantia de quorum qualificado para aprovação de uma Emenda Constitucional. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), confirmou que o próprio Alcolumbre consultou a base aliada sobre o mapa de votos antes de abrir a sessão.

"Houve um movimento bem-sucedido da oposição, liderado pelo senador Flávio e pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho. Houve uma desmobilização do plenário para que o tema não viesse a ser votado", pontuou Randolfe.

Na última quarta-feira (2), os senadores Hamilton Mourão e Rogério Marinho articularam o bloqueio da proposta sobre o fim da Esacala 6x1 na CCJ.

Impacto no calendário eleitoral

Com o encerramento das sessões desta semana, a tendência é que a proposta seja apreciada apenas após o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O adiamento impacta diretamente a estratégia do Palácio do Planalto, que buscava capitalizar a aprovação da medida como uma vitória de apelo popular no período eleitoral.

O governo admite que aprovar a Esacala 6x1 será mais difícil após 4 de outubro, quando a composição do Senado será reconfigurada com 54 novos eleitos. O governo afirma que continuará articulando para tentar pautar a matéria em uma eventual convocação extraordinária ainda neste mês ou no esforço concentrado agendado para meados de outubro.

Receba também as principais notícias do Maranhão, do Brasil e do mundo diretamente no seu e-mail. Cadastre-se gratuitamente no Imirante.com e ative a opção "Receber conteúdos por e-mail" para acompanhar a Newsletter do Imirante.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.