congresso nacional

Alcolumbre defende fim imediato da escala 6x1 em reunião com centrais

Fim da escala 6x1 pode entrar em vigor na promulgação da PEC, defendeu Alcolumbre durante reunião com centrais sindicais

Ipolítica, com informações do g1

Alcolumbre defende que o fim da escala 6x1 passe a valer imediatamente após a promulgação da PEC. (Lula Marques / Agência Brasil)

BRASÍLIA – O fim da escala 6x1 pode passar a valer imediatamente após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC). A possibilidade foi defendida nesta quarta-feira (1º) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), durante reunião com representantes de centrais sindicais.

A proposta aprovada pela Câmara dos Deputados prevê que as novas regras entrem em vigor 60 dias após a promulgação da PEC. Alcolumbre, porém, discute com a assessoria legislativa a apresentação de uma emenda de redação para eliminar esse período de transição.

Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp

O encontro também contou com a participação de parlamentares governistas e ocorreu antes da sessão temática sobre a redução da jornada de trabalho no Senado.

Fim da escala 6x1

Pelo texto aprovado pela Câmara, a jornada máxima de trabalho será reduzida de 44 para 40 horas semanais e os trabalhadores passarão a ter direito a, pelo menos, duas folgas remuneradas por semana, preferencialmente aos domingos.

A proposta estabelece que a redução da jornada ocorra de forma gradual, mas Alcolumbre avalia retirar a transição para que as mudanças passem a valer logo após a promulgação da PEC.

O período de adaptação foi um dos principais pontos de divergência durante a tramitação na Câmara, diante dos pedidos de empresários e entidades patronais por mais tempo para adequação.

Tramitação no Senado

Apesar de defender mudanças no texto, Alcolumbre reafirmou que a PEC não terá tramitação acelerada no Senado.

Segundo ele, o calendário será construído em conjunto com a líder do governo na Casa, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), autor de uma proposta semelhante, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).

O presidente do Senado também demonstrou incômodo com críticas feitas por integrantes do governo sobre o ritmo de análise da matéria.

Durante a reunião, afirmou ter considerado uma ameaça a declaração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que havia dito que Alcolumbre estaria "errando feio" ao não acelerar a tramitação da PEC.

Centrais apoiam proposta

Representantes das centrais sindicais avaliaram positivamente o encontro.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, afirmou que houve convergência sobre a importância da redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial e defendeu uma tramitação rápida da proposta.

Já a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que há consenso em torno do mérito da PEC e que, neste momento, as discussões se concentram na definição do procedimento e do calendário de votação.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.