BRASIL – As lideranças do PL na Câmara dos Deputados e no Senado cobraram, nesta quarta-feira (2), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para dar andamento aos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O partido também defendeu que as autoridades envolvidas nas investigações do Caso Master sejam analisadas de forma individual, sem que eventuais condutas sejam atribuídas às instituições.
A cobrança foi feita durante entrevista coletiva no Congresso. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que o partido defende a responsabilização individual de autoridades citadas no caso, entre elas o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
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Segundo Sóstenes, possíveis irregularidades cometidas por indivíduos não devem ser confundidas com a atuação das instituições às quais pertencem.
“A gente tem a responsabilidade de individualizar condutas no CPF e não nas instituições”, afirmou.
O deputado também declarou que o PL continuará defendendo o Ministério Público, o STF e a Polícia Federal como instituições, mesmo diante de suspeitas envolvendo integrantes desses órgãos.
“Não vamos misturar os erros e os possíveis erros de indivíduos com as instituições”, disse.
PL pressiona Alcolumbre
Com 109 pedidos de impeachment na mesa, o líder do PL, senador Carlos Portinho (RJ), reforçou a cobrança para que Alcolumbre inicie uma investigação individualizada ainda hoje.
Portinho afirmou que o presidente do Senado será cobrado ainda nesta quarta-feira (2). Segundo ele, apesar de Alcolumbre mencionar a existência de mais de 109 pedidos de impeachment, o partido entende que é necessário dar andamento a pelo menos um deles.
“Presidente Davi Alcolumbre será cobrado hoje. Ele diz que há mais de 109 pedidos de impeachment, mas basta um andar”, afirmou Portinho.
A cobrança ocorre em meio ao aumento da pressão política sobre o STF após a divulgação de informações relacionadas ao Caso Master.
Relatório da PF expôs mensagens de Vorcaro
Na terça-feira (1º), o ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e contatos entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Alexandre de Moraes.
As conversas indicam, entre outros pontos, que Moraes teria discutido com Vorcaro a possibilidade de uma operação da Polícia Federal que teria o ex-banqueiro como alvo.
As informações foram inicialmente reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e posteriormente obtidas pela TV Globo.
A divulgação do relatório ampliou a repercussão política em torno do Caso Master e provocou novas cobranças de parlamentares da oposição por investigações sobre a conduta individual das autoridades mencionadas no documento.
Oposição defende preservação das instituições
Ao defender investigações individualizadas, Sóstenes afirmou que eventuais suspeitas devem ser analisadas sem comprometer a imagem das instituições públicas.
A posição apresentada pelo PL busca diferenciar possíveis condutas pessoais de integrantes do STF, Ministério Público e Polícia Federal da atuação institucional dos órgãos.
O partido, ao mesmo tempo, pretende manter a pressão sobre o Senado para que os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo avancem na Casa.
A discussão ocorre enquanto o Caso Master segue sob análise no STF e novas informações sobre as relações entre Daniel Vorcaro e autoridades públicas continuam sendo avaliadas.
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