STF

Cármen Lúcia relata ataques machistas e pressão para deixar STF

Cármen Lúcia relata ataques machistas e diz que familiares pedem que deixe o STF diante das ameaças e ofensas

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Cármen Lúcia relata ataques machistas no STF e diz que familiares pedem que deixe o cargo diante de ameaças (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

SÃO PAULO – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que sofre ataques machistas no STF e que é aconselhada por familiares a deixar o cargo diante das ofensas recebidas diariamente.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (13), durante participação na palestra “O Brasil na visão das lideranças públicas”, organizada pelo Instituto FHC.

Ataques e pressão familiar

Segundo a ministra, os ataques machistas no STF têm impacto direto também na família dos integrantes da Corte e podem afastar possíveis candidatos ao cargo.

“Algumas pessoas não vão querer ir, porque a nossa família não quer que a gente fique. Para nós mulheres, nem se fala, dificuldade é enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores já viram o que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista e desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, já fez o que tinha o que fazer”, afirmou.

Clima de tensão no Supremo

Cármen Lúcia reconheceu que há um momento de tensão envolvendo o Supremo, com questionamentos da sociedade sobre a atuação da Corte.

Apesar disso, reforçou que sua atuação é baseada na lei. “Da minha parte, podem dormir tranquilos, porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há nenhuma linha minha que não seja com base na lei. Eu já votei contra o meu pai, que estava vivo, e avisei a ele, no caso dos poupadores”, disse.

Histórico de ameaças

Não é a primeira vez que a ministra expõe os ataques machistas no STF. No mês passado, ela relatou ter sido informada sobre uma ameaça de bomba com o objetivo de matá-la.

A magistrada é atualmente a única mulher entre os integrantes da Corte e tem mencionado com frequência os impactos do discurso de ódio direcionado a mulheres em cargos públicos.

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