Eleições 2026

Cármen Lúcia anuncia proposta para atuação de juízes eleitorais em 2026

Presidente do TSE quer disciplinar conduta de magistrados durante as eleições presidenciais de outubro

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Segundo a ministra, as regras de conduta serão apresentadas em reunião com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

BRASÍLIA – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta segunda-feira (2) que vai apresentar uma proposta para disciplinar a atuação de juízes eleitorais durante as eleições presidenciais de outubro deste ano.

O anúncio foi feito durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a retomada dos trabalhos do Judiciário após o recesso. Segundo a ministra, as regras de conduta serão apresentadas em reunião com os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs), marcada para o dia 10 de fevereiro.

De acordo com Cármen Lúcia, a proposta estabelece parâmetros claros de comportamento para magistrados que atuam no processo eleitoral, com o objetivo de reforçar a confiança da sociedade na lisura das eleições.

Regras de conduta para juízes eleitorais

Entre os pontos previstos na proposta anunciada pela presidente do TSE estão:

  • divulgação obrigatória da agenda de audiências com partes e advogados;
  • proibição de manifestações públicas sobre processos em tramitação na Justiça Eleitoral;
  • vedação à participação em eventos com candidatos ou aliados políticos;
  • impedimento de publicação de posicionamentos ou preferências políticas em redes sociais;
  • proibição de recebimento de presentes ou favores que possam colocar em dúvida a imparcialidade do magistrado.

Segundo a ministra, as medidas buscam garantir maior transparência e preservar a independência dos juízes eleitorais ao longo do processo eleitoral.

Expectativa ética da sociedade

Durante o discurso, Cármen Lúcia ressaltou que a sociedade espera uma atuação ética e imparcial da Justiça Eleitoral, especialmente em períodos eleitorais.

“Do Judiciário eleitoral, o eleitorado não apenas espera atuação ética, eficiente e estritamente adequada à legislação vigente, como todas as pessoas contam que o corpo de juízes e servidores da Justiça Eleitoral atue de forma honesta, independentemente de pressões ou influências, para garantir a realização de eleições sobre as quais não pendam dúvidas quanto à lisura do pleito”, afirmou.

Código de Ética no STF

Mais cedo, Cármen Lúcia, que também integra o Supremo Tribunal Federal, foi escolhida relatora do Código de Ética da Corte.

O debate sobre a criação de um código de conduta para ministros do Supremo ocorre em meio a críticas direcionadas ao ministro Dias Toffoli, relacionadas à condução das investigações sobre fraudes no Banco Master.

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