BRASIL - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que há divergências entre os ministros da Corte no julgamento sobre o mandato-tampão no Rio de Janeiro, mas destacou que o entendimento final do colegiado deve prevalecer.
A declaração foi dada durante agenda institucional no estado, em meio ao debate sobre quem deve permanecer no comando do governo fluminense até a definição do caso na Justiça Eleitoral.
Ministro destaca diferenças de interpretação
Ao comentar o julgamento, Fachin ressaltou que é natural haver posições distintas entre os integrantes do tribunal.
“Eu imagino que todo o colegiado tenha, obviamente, compreensões distintas. Os repórteres, quando estão na redação do jornal, nem todos têm a mesma compreensão sobre os mesmos fatos. Imagino os senhores, magistrados, julgando essa matéria. Mas o importante é que o colegiado se pronunciou. Nós demos a esse tema a importância que ele tinha, praticamente paramos a pauta do Supremo Tribunal Federal para julgar essa matéria e dar o devido encaminhamento.”
Em tom metafórico, o ministro comparou as divergências ao funcionamento do corpo humano:
“Sístoles e diástoles têm tanto para o cardiologista quanto para o juiz.”
Decisão mantém comando interino no estado
Fachin também afirmou que a decisão do STF que mantém o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no comando do governo estadual seguirá válida até nova definição da Justiça Eleitoral.
“O Supremo Tribunal Federal foi até onde nós decidimos ontem. Ou seja, enquanto aguardamos a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral, o Supremo entendeu que o governador em exercício é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado. Essa é a decisão do Supremo de ontem, que me cabe como presidente cumprir, e eu farei isso.”
A medida mantém o atual arranjo institucional no estado enquanto o processo segue em análise.
Contexto envolve sucessão no governo do Rio
A decisão ocorre em meio à expectativa de mudanças na linha sucessória do governo do Rio de Janeiro, especialmente com a possibilidade de eleição para a presidência da Assembleia Legislativa.
Apesar disso, o STF optou por preservar a estabilidade administrativa até a conclusão do julgamento, evitando alterações no comando do Executivo estadual durante o andamento do processo.
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