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Moraes envia ação sobre delação premiada ao plenário do STF para julgamento

Caso enviado por Alexandre de Moraes ao STF discute limites da delação premiada e pode definir novas regras para acordos judiciais.

Ipolítica, com informações do g1

Moraes envia ao STF ação sobre delação premiada; julgamento pode definir regras e limites para acordos judiciais no país. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

BRASIL - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enviou ao plenário da Corte uma ação que questiona os limites para acordos de delação premiada. O caso, protocolado em 2021 pelo Partido dos Trabalhadores, agora aguarda definição de data para julgamento.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (8) e caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, incluir o processo na pauta para análise dos demais ministros.

O que está em discussão

A ação apresentada pelo PT busca estabelecer critérios mais rígidos para a utilização da delação premiada no sistema de Justiça. A intenção é delimitar como esse instrumento pode ser aplicado e quais são seus limites constitucionais.

Entre os principais pontos levantados estão:

  • Proibição de condenações baseadas apenas em delações;
  • Garantia de que o delatado possa se manifestar após o delator;
  • Necessidade de previsão legal para benefícios concedidos;
  • Nulidade de acordos firmados sob prisão considerada ilegal.

Segundo o partido, o combate ao crime deve respeitar as garantias fundamentais previstas na Constituição.

Contexto da decisão

A movimentação de Alexandre de Moraes ocorre em meio a discussões recentes envolvendo possíveis acordos de delação relacionados ao caso do Banco Master.

O envio da ação ao plenário indica que o tema poderá ganhar uma definição mais ampla, com impacto direto em investigações e processos judiciais em andamento no país.

Próximos passos no STF

Com a liberação do processo:

  • O presidente Edson Fachin deve marcar a data de julgamento;
  • Os ministros irão analisar o mérito da ação;
  • A decisão poderá estabelecer jurisprudência sobre delações premiadas.

Caso o Supremo fixe novos parâmetros, as regras poderão influenciar diretamente investigações criminais e acordos firmados por órgãos como o Ministério Público.

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