BRASÍLIA – A escolha do vice de Flávio Bolsonaro (PL) tem provocado uma divisão entre aliados na pré-campanha presidencial do senador. A disputa opõe o grupo ligado ao Centrão e a ala mais ideológica do entorno político do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, dois nomes concentram a disputa, a senadora Tereza Cristina (PP) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Disputa por vice
A preferência do Centrão é por Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e nome considerado mais moderado. A indicação já foi defendida mais de uma vez pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Por outro lado, o núcleo mais próximo de Flávio Bolsonaro resiste à escolha. Esse grupo defende um vice sem vínculo com grandes blocos políticos, que represente lealdade direta ao projeto do senador.
Nome de Zema
Dentro dessa lógica, aliados apontam Romeu Zema como alternativa. O ex-governador de Minas Gerais deixou o cargo para disputar as eleições e é visto como um nome mais alinhado ao campo ideológico da direita.
Embora seja pré-candidato à Presidência, integrantes da campanha avaliam que Zema poderia compor como vice por não carregar o peso político do Centrão.
O fator Minas Gerais também entra na equação, por ser o segundo maior colégio eleitoral do país.
Resistência a Tereza
A resistência a Tereza Cristina envolve dois pontos principais. O primeiro é a ligação com o Centrão, o que gera desconfiança na ala mais ideológica.
O segundo é um episódio recente envolvendo a participação da senadora em uma comitiva nos Estados Unidos para tratar de tarifas, que teria causado incômodo em Eduardo Bolsonaro, que atua contra o nome dela.
Apesar disso, Tereza segue forte entre empresários e setores do mercado financeiro, que veem nela um perfil mais previsível.
Papel do vice
A escolha do vice é tratada como estratégica na pré-campanha. Aliados avaliam fatores como tempo de televisão, acesso ao fundo eleitoral e capacidade de articulação política.
No histórico recente, Jair Bolsonaro enfrentou dificuldades na relação com o então vice Hamilton Mourão, eleito em 2018. Em 2022, optou por Walter Braga Netto como vice, buscando maior alinhamento político.
Agora, na disputa de 2026, a definição do vice de Flávio Bolsonaro deve seguir essa mesma lógica de equilíbrio entre apoio político e alinhamento ideológico.
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