BRASIL - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu neste domingo (2), em São Paulo, com o pastor Silas Malafaia, duas horas antes do ato bolsonarista realizado na Avenida Paulista. O encontro marcou uma reaproximação após semanas de ruídos públicos envolvendo a disputa presidencial de 2026.
A conversa ocorreu em um hotel próximo ao local da manifestação e, segundo relatos, teve clima descontraído. Aliados afirmam que o objetivo foi “virar a página” das divergências e restabelecer o canal direto entre o senador e uma das principais lideranças evangélicas do país.
Aceno público no trio elétrico
Horas depois do almoço, já no trio elétrico, Flávio Bolsonaro fez um gesto público ao pastor e pediu apoio à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
No discurso, o senador elogiou Malafaia, chamou-o de “professor” e destacou sua influência no campo conservador. O aceno foi interpretado por aliados como estratégico, diante da avaliação interna no PL de que o distanciamento poderia consolidar a percepção de perda de apoio entre evangélicos.
Ao jornal, Malafaia confirmou o encontro e afirmou que a conversa foi informal. Segundo ele, não houve negociação explícita de apoio eleitoral.
Disputa no campo da direita
O pastor tem declarado que vê outros nomes da direita como competitivos para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Entre os citados por ele estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Ainda assim, Malafaia afirmou que apoiará o nome que se consolidar no campo conservador.
No PL, a reaproximação é vista como parte de uma estratégia mais ampla de Flávio Bolsonaro para fortalecer pontes com a cúpula evangélica. Na sexta-feira anterior ao ato, o senador também se reuniu com o pastor José Wellington Bezerra da Costa, da Assembleia de Deus de Belém.
Estratégia de consolidação
Integrantes do partido avaliam que o almoço foi o primeiro passo para reconstruir confiança pessoal e sinalizar respeito político. Há expectativa de que novas agendas sejam organizadas para ampliar o diálogo com lideranças religiosas.
Durante o ato na Paulista, Flávio Bolsonaro também evitou ataques internos e elogiou outras lideranças do campo conservador, postura considerada alinhada à estratégia de unidade defendida por aliados.
A movimentação ocorre em meio à tentativa de consolidar seu nome como principal representante do bolsonarismo na disputa presidencial de 2026.
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