BRASIL - O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução favorável no quadro de saúde e pode receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (23).
Internado desde o dia 13 de março em um hospital particular de Brasília, Bolsonaro trata uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.
Quadro clínico é estável
De acordo com a equipe médica, o ex-presidente permanece estável e segue em tratamento intensivo.
O boletim informa que ele continua com:
- Antibioticoterapia endovenosa
- Suporte clínico intensivo
- Fisioterapia respiratória e motora
Caso a evolução continue satisfatória, a expectativa é de alta da UTI ainda nesta semana.
Internação começou após mal-estar
Bolsonaro foi internado após passar mal enquanto estava na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília.
A pneumonia foi diagnosticada como consequência de broncoaspiração, condição em que há entrada de conteúdo gástrico ou alimentar nas vias respiratórias.
PGR defende prisão domiciliar
No mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente.
O parecer foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, o estado de saúde de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime.
Argumentos da PGR
Na manifestação enviada ao STF, a PGR destaca que:
- O estado de saúde exige cuidados constantes
- O ambiente familiar seria mais adequado que o sistema prisional
- Há risco de novos episódios de mal-estar
O órgão também argumenta que a medida atende ao dever do Estado de preservar a integridade física e moral de pessoas sob custódia.
Condenação e cumprimento de pena
Jair Bolsonaro cumpre pena após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Atualmente, ele está sob custódia em Brasília, com acompanhamento médico intensivo devido ao quadro clínico.
Próximos passos
A decisão sobre a prisão domiciliar caberá ao Supremo Tribunal Federal, após análise do relator do caso.
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