BRASIL - A discussão sobre a escala 6x1 ganhou força na Câmara dos Deputados e deve avançar com cautela diante dos possíveis impactos na economia. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que é necessário avaliar como o país absorveria a mudança antes de qualquer decisão.
A declaração foi feita durante encontro da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), após pressões de representantes do setor produtivo, que demonstraram preocupação com os efeitos da proposta em diferentes áreas da economia.
Escala 6x1 entra em debate na Câmara
A proposta de alteração da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias para folgar um — ainda está em fase inicial de tramitação. O texto depende de análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Segundo Motta, o Congresso deve conduzir o debate com responsabilidade, considerando os impactos para trabalhadores, empresas e o próprio governo.
“O que nós temos que entender é como o país vai absorver essa redução de jornada de trabalho. E o país que eu falo é o governo, é o setor produtivo. É entendermos como isso poderá ser viabilizado, para que a partir daí nós tenhamos a condição de avançar numa proposta”, afirmou o presidente da Câmara.
Impactos econômicos da escala 6x1 preocupam setor produtivo
Representantes do setor produtivo alertaram para possíveis efeitos negativos da mudança na escala 6x1, principalmente em setores que dependem de funcionamento contínuo.
Entre os principais pontos levantados estão:
- Impactos no comércio e funcionamento de shoppings
- Dificuldades em serviços públicos municipais
- Adaptação de setores industriais e de mineração
- Possível aumento de custos operacionais para empresas
As preocupações foram apresentadas durante o encontro por empresários e representantes de entidades do setor.
Governo e Congresso buscam consenso
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também participou das discussões recentes e defendeu que a mudança na escala 6x1 seja tratada por meio de Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
Para Motta, o formato garante um debate mais amplo e evita decisões precipitadas, mesmo em ano eleitoral.
O presidente da Câmara destacou ainda que a intenção é construir um consenso entre os diferentes setores envolvidos.
Debate da escala 6x1 deve considerar dados e impactos reais
Ao encerrar a discussão, Motta reforçou que o avanço da proposta depende de análises concretas sobre os efeitos da escala 6x1 na economia.
Segundo ele, é fundamental que os setores impactados apresentem dados que embasem a decisão do Congresso.
A expectativa é que o tema continue em debate nas próximas semanas, com participação de representantes do governo, empresários e trabalhadores.
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