escala 6x1

Governo pode enviar projeto com urgência para acabar com escala 6x1

Luiz Marinho afirma que Planalto avalia medida caso proposta não avance no Congresso Nacional na velocidade desejada.

Ipolítica, com informações do g1

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado. (Geraldo Magela/Agência Senado)

BRASIL - O governo federal pode enviar um novo projeto de lei com urgência ao Congresso Nacional para tratar do fim da escala 6x1, caso avalie que a proposta não está avançando na velocidade considerada adequada. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Segundo o ministro, a decisão dependerá das conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.

Projetos com urgência constitucional, quando enviados pelo presidente da República, passam a trancar a pauta caso não sejam analisados em até 45 dias na Câmara e, posteriormente, no mesmo prazo no Senado.

Escala 6x1 é prioridade do governo

A mudança na escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga um — está ligada à proposta de redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A medida é uma das principais bandeiras econômicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua estratégia política neste ano.

De acordo com Luiz Marinho, o debate sobre a escala 6x1 e a redução da jornada é uma demanda da sociedade. Ele afirmou que algumas empresas já vêm adotando mudanças voluntárias, mas defendeu a necessidade de regulamentação.

“A partir da jornada máxima, empresas podem fazer adequações para menos, mas não podem para mais”, explicou o ministro.

Resistência do setor produtivo

A proposta de alteração da escala 6x1 enfrenta resistência de representantes da indústria e do comércio. O principal argumento é o aumento de custos para as empresas.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a redução da jornada pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais, o que representaria:

  • Acréscimo de até 7% na folha de pagamentos;
  • Possível repasse ao consumidor final;
  • Impacto direto na competitividade das empresas.

Possível envio com urgência

Segundo o ministro, caso a tramitação das propostas sobre a escala 6x1 não avance conforme esperado, o Executivo poderá protocolar um novo texto com urgência para acelerar a análise no Congresso.

A avaliação do governo é de que um projeto de lei pode ter tramitação mais rápida que propostas de emenda à Constituição (PECs), que exigem quórum qualificado e votação em dois turnos.

O tema deve continuar em debate nas próximas semanas, com articulações entre o Palácio do Planalto e as lideranças do Legislativo.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.