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Toffoli vai relatar pedido de CPI do Banco Master no STF

Ministro Dias Toffoli assume relatoria no STF de ação que pede instalação de CPI para investigar fraudes bilionárias no Banco Master.

Ipolítica, com informações do g1

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). (Gustavo Moreno / STF)

BRASIL - O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido nesta quarta-feira (11) como relator de uma ação que pede à Corte que determine à Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI do Banco Master.

A escolha ocorreu por meio do sistema eletrônico de distribuição de processos do STF. O pedido foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que argumenta haver omissão da presidência da Câmara na instalação da comissão parlamentar.

Segundo o parlamentar, o requerimento da CPI do Banco Master já cumpriu todos os requisitos previstos na Constituição Federal, incluindo o apoio de mais de um terço dos deputados.

“O requerimento obteve 201 assinaturas e atende aos critérios legais para instalação da comissão”, afirmou Rollemberg.

Não há prazo definido para que Toffoli analise o pedido.

Pedido de CPI do Banco Master

No mandado de segurança protocolado no STF, Rollemberg afirma que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não tomou providências para instalar a CPI do Banco Master, mesmo após o protocolo do requerimento.

De acordo com o deputado, a demora impede o Congresso de exercer uma de suas funções principais: investigar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos ou instituições financeiras.

Entre os pontos citados pelo parlamentar estão:

  • protocolo formal do pedido de CPI;
  • cumprimento do mínimo de assinaturas exigidas;
  • definição do objeto de investigação e prazo da comissão.

Para Rollemberg, os indícios de fraudes envolvendo o Banco Master justificam a abertura da investigação parlamentar.

Relatoria ocorre após saída de Toffoli do caso

A designação de Toffoli para analisar o pedido relacionado à CPI do Banco Master ocorre cerca de um mês após o ministro deixar a relatoria do inquérito que investiga as fraudes na instituição financeira.

Na ocasião, Toffoli informou que é sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá, no Paraná, para fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do banco.

Relatórios da Polícia Federal também mencionaram o ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, apreendido durante investigações da Operação Compliance Zero.

Apesar disso, o STF não reconheceu impedimento ou suspeição do ministro para atuar em processos relacionados ao caso.

Fraudes investigadas no Banco Master

O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou dimensão nacional após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial da instituição em novembro de 2025.

As investigações apontam um esquema de fraudes bilionárias estimado em cerca de R$ 17 bilhões, que incluía:

  • criação de carteiras de crédito fictícias;
  • tentativa de venda desses ativos ao Banco de Brasília (BRB);
  • uso de operações financeiras para ocultar o rombo contábil.

O empresário Daniel Vorcaro chegou a ser preso pela Polícia Federal durante as investigações e responde ao processo sob medidas cautelares.

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