Caso Master

Alckmin defende investigação rigorosa no caso Master e punição aos responsáveis

Vice-presidente diz que governo não interfere nas apurações e cobra fortalecimento dos órgãos de controle

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Alckmin defende apuração rigorosa no caso Master e diz que governo não interfere nas investigações. (Bruno Peres/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, defendeu uma investigação rigorosa sobre as fraudes envolvendo o Banco Master e afirmou que todos os responsáveis devem ser punidos.

Segundo Alckmin, o caso Master envolve irregularidades que se arrastam há anos e precisam ser apuradas com profundidade, inclusive em órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema financeiro.

“Você não tem uma fraude bancária que começou ontem. Isso vem lá de trás. Agora está ficando claro que tinham pessoas dentro do Banco Central que tinham envolvimento. Tem que ser feita apuração rigorosa, punição rigorosa”, afirmou.

O vice-presidente disse ainda que o governo federal garante total liberdade para as investigações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo Judiciário no caso Master.

Governo diz que não haverá interferência

Alckmin afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que nenhuma apuração seja limitada e que o objetivo é esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos.

“Ninguém no governo limita investigação. Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade, o Judiciário tem liberdade. É apurar e fazer justiça”, declarou.

O vice-presidente também defendeu o fortalecimento das instituições de controle, como o Banco Central, para evitar novas irregularidades semelhantes às investigadas no caso Master.

Prisão de Vorcaro e investigação da PF

As declarações ocorrem após a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, realizada na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

A investigação apura suspeitas de fraudes bilionárias no Banco Master, que, segundo o Banco Central, podem ter causado prejuízo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.

A prisão foi baseada em mensagens encontradas no celular do empresário, nas quais ele teria ameaçado jornalistas e pessoas consideradas adversárias.

Saída do ministério para disputar eleições

Durante a entrevista, Alckmin confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio no dia 2 de abril, para cumprir a exigência legal de desincompatibilização para quem pretende disputar eleições.

Segundo ele, a legislação obriga o afastamento de cargos executivos até seis meses antes do pleito.

“Vice-presidente não precisa deixar a vice-presidência, mas o ministério precisa. No dia 2 de abril vamos nos afastar, cumprindo rigorosamente a lei”, disse.

Guerra no Irã e PEC da Segurança

Alckmin também comentou os efeitos econômicos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, afirmando que o Brasil deve ser menos afetado que outros países, apesar do impacto no preço do petróleo.

O vice-presidente ainda falou sobre a Proposta de Emenda Constitucional da Segurança Pública, aprovada pela Câmara e em análise no Senado. Segundo ele, a medida deve fortalecer o combate ao crime organizado e ampliar a atuação das forças de segurança.

Entre os pontos destacados estão a integração entre polícias, o aumento da atuação da Polícia Federal contra organizações criminosas e a ampliação do papel das guardas municipais.

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